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domingo, agosto 29, 2010

Quero meu dinheiro de volta!!!

Final de semana passada bateu uma preguiça aguda de cozinhar e disquei para um delivery de comida chinesa. Liguei e tocou, tocou, tocou. Ninguém atendeu. Conferi o número e disposta a comer comida chinesa, liguei novamente e depois de 3 toques, atenderam. Devia ter desconfiado que já era o prenúncio de que alguma coisa não estava certa nesse restaurante... Pedi yakissoba, yakimeshi, frango xadrez e harumaki.

O pedido chegou no prazo estimado e morrendo de fome, atacamos as caixinhas. O harumaki estava sequinho, recheio ok e acompanhado de molho agridoce, o que achei surpreendente já que em outros restaurantes em São Paulo oferecem catchup!

Aí começou o festival de decepções. O yakissoba estava com o macarrão mole demais, o molho não tinha óleo de gergelim que dá aquele perfume de comida chinesa e o frango estava duro. O frango xadrez a mesma coisa, borrachudo feito chiclete e o mesmo molho do yakissoba. Para finalizar, o yakimeshi estava sem gosto, parecia ter sido feito com arroz misturado com alguns legumes e ovo e não refogado tudo junto.

Não foi nada barato o que aumentou ainda mais minha revolta. Imaginei que seria bom já que é uma cadeia razoável e tem até fotos de artistas em seu site. Puro engano! Da próxima vez que bater a preguicite, melhor um pão com ovo que forra muito melhor o meu estômago e não dói tanto no bolso!

Hoje, disposta a comer um yakissoba decente fui para cozinha. A parte mais demorada é limpar, lavar e picar tudo. Depois é só refogar tudo e lotar o prato. Adorei esta versão do Edu Guedes que suja apenas uma frigideira. Tenho uma receita que aprendi num curso que precisa preparar caldo de frango antecipadamente, fritar uma variedade de legume de cada vez, empanar carne e fritar a parte que, realmente, é muito bom mas desanima quando a vontade de comer é um pouco urgente.

Usei a receita do Edu como guia mas fui colocando tudo no olhômetro. Se quiser ver a original, veja aqui.



Fiz assim:

Numa frigideira funda e grande, refoguei cerca de 250g de file mignon em tirinhas (previamente temperadas com um pouco de sal e pimenta do reino) com um bom fio de óleo. Deixei até secar a água e a carne começar a fritar. Juntei 1 cebola grande em tiras grossas, 1 pimentão verde grande picado e 1 cenoura fatiada e aferventada. Deixei refogar uns minutos e juntei umas 2 xícaras de água fervendo. Esmigalhei metade de um cubo de caldo de legumes e uma boa pitada de hondashi. Misturei e acrescentei cerca de 100ml de shoyu e 1 colher (sopa) cheia de amido de milho dissolvida em 1/2 xícara de água fria. Misturei até encorpar. Ficou um pouco grosso demais e coloquei mais água quente. Tem que ficar como um mingau ralo. Juntei algumas folhas de acelga picadas e buquezinhos de brócolis cozidos rapidamente no vapor. É importante ter bastante caldo do molho. Acrescente mais água quente se necessário e verifique o sal. Desligue o fogo e jogue um bom fio de óleo de gergelim.

Cozinhe o macarrão próprio para yakissoba. Deixe um minuto a menos do que indicado pelo fabricante. Escorra e frite pequenas porções em frigideira com um fio de óleo bem quente. Mexa bem com hashi para separar os fios e deixe até queimar um pouco nas beiradas. Repita até acabar todo o macarrão. Despeje o molho sobre o macarrão. Misture e espere 3 ~ 5 minutos para o macarrão absorver o molho e encorpar.

domingo, maio 16, 2010

Conserva de pepino


Minha sogra faz conservas incríveis, uma mais gostosa do que a outra. São ótimas para acompanhar um "shiro gohan" (arroz branco sem nenhum tempero). Infelizmente a maioria ela faz no olhômetro mas esta aqui tem receita. Já fiz não sei quantas vezes e aos poucos fui alterando aqui e ali até chegar no sabor que mais gostamos aqui em casa.
Passo abaixo a receita original mas fique você também a vontade para aumentar, diminuir, acrescentar, omitir os ingredientes até chegar ao sabor que mais agrade o seu paladar!

*copo medida de 200ml

1 1/2kg de pepino japonês (use os mais fresquinhos que puder encontrar)
1 copo de shoyu
1 copo de vinagre
1 copo de açúcar (coloquei 2/3)
1 copo de óleo (coloquei só 3 colheres de sopa)
1 pedaço de gengibre cortado em lâminas finas ou tirinhas
1 dente de alho picadinho (opcional)
1 colher (sopa) de gergelim branco
pimenta vermelha a gosto (opcional)
aji o moto a gosto

Numa panela, coloque o shoyu, vinagre, açúcar, aji no moto e leve ao fogo para aquecer. Não precisa ferver, só deixe o suficiente para dissolver o açúcar. Reserve.

Corte os pepinos em rodelas de 1cm mais ou menos. Coloque numa vasilha grande e polvilhe um pouco de sal. Misture tudo muito bem, cubra com um prato ou tampa e coloque um peso por cima de tudo. Deixe por algumas horas. Despreze o líquido que soltou do pepino.

Numa frigideira, aqueça o óleo e frite o gengibre e o alho até dourar ligeiramente. Jogue quente sobre o pepino.

Despeje o molho já frio ou morno, o gergelim, a pimenta e misture tudo muito bem. Coloque numa vasilha tampada e conserve na geladeira. Pode comer já no dia seguinte, mas quanto mais curtido, mais gostoso fica. Sempre que puder, dê uma mexida para que todas as partes fiquem envolvidas no molho.

Na receita original, o óleo é aquecido e jogado sobre os pepinos. Não leva alho e o gengibre é aquecido junto com o molho. Já fiz assim e fica bom. Outra versão é fritar o gergelim no óleo até as sementes ficarem um pouco escurecidas e jogar sobre os pepinos. Enfim, invente a sua versão até encontrar a que mais lhe agradar! ;-)

domingo, março 28, 2010

Beringela de rotisseria


Já havia tentado fazer esta beringela algumas vezes mas desta vez acho que consegui chegar perto do tempero de uma que costumava comer numa rotisseria de São Paulo.

Pegue 3 beringelas médias com casca e corte em fatias de 0.5cm. Depois corte em palitinhos e deixe de molho numa vasilha grande com água por 10 minutos. Escorra e enxugue em papel toalha. Devolva as beringelas para a vasilha e polvilhe com um pouco de farinha de trigo (mais ou menos 1 colher de sopa bem cheia). Mexa com as mãos para envolver levemente na farinha. Não se preocupe se não ficarem totalmente cobertas.

Frite pequenas porções em óleo quente (cerca de 1 dedo de altura), polvilhando as beringelas de maneira que fiquem separadas. Não mexa até que fiquem levemente coradas. Dê uma mexidinha e deixe ficar bem dourado e crocante. Escorra sobre papel toalha ou em escorredor.

Numa outra vasilha, coloque 1 maço de cebolinha cortada em anéis bem fininhos, 2 colheres medida de sopa de shoyu, 2 colheres medida de sopa de vinagre e uma pitadinha de glutamato monossódico. Misture bem e despeje aí as tirinhas de beringela fritas. Mexa bem e está pronta para servir! É ótima para acompanhar o nosso arroz com feijão! ;-)

quarta-feira, março 10, 2010

Tijimi - panqueca coreana


Olha como é irônico, quando estava no Japão sonhava com um chuchu, uma escarola, uma mandioca amarelinha... e agora que estou cá, vez ou outra vem um desejo louco de comer um refogado de nigauri com missô, tofu geladinho com shoyu e gengibre...
Felizmente, uma das grandes vantagens de se morar em Maringá é que como a colônia de descendentes de japoneses é grande, há também muitas lojas com produtos orientais e hortaliças típicas como o melão de São Caetano (nigauri), bardana (gobô), nabo (daikon), shisô, nirá, entre outros.
A vontade da vez foi este prato coreano que é acompanhado de molho bem apimentado. Faça as panquecas finas para que fique bem crocante!

1 maço de nirá
1 cebola
1/2 cenoura
1/2 xícara de queijo mussarela picadinha ou parmesão ralado
120g de farinha de trigo
30g de katakuriko (usei polvilho doce)
1 ovo
cerca de 1 xícara de água

Corte o nirá em nacos de 2 a 3 cm, a cebola em meia-lua e a cenoura em palitinhos.

Numa vasilha, misture a farinha com polvilho e junte o ovo com a água. Misture bem. Fica uma massa líquida mas consistente. Acrescente o queijo e legumes picados. Mexa bem.

Aqueça em fogo médio um pouco de óleo comum com óleo de gergelim numa frigideira. Espalhe a massa nivelando-a e deixe corar bem de um lado antes de virar e terminar de cozer.

Repita com o restante da massa. Corte em quadradinhos e sirva com o seguinte molhinho:

2 colheres (sopa) de shoyu
1 colher (sopa) de vinagre
1 colher (chá) de açúcar
1 dente de alho ralado
um pouco de óleo apimentado - raayu
um pouco de óleo de gergelim
um pouco de gergelim branco levemente tostado na frigideira

Misture tudo.

terça-feira, setembro 23, 2008

Sanma com cebolinha


Estamos na época deste peixe que aqui é chamado de sanmá mas não sei o nome em português, se é que existe. Até pouco tempo atrás eu fugia dele assim como de outros peixes com "pele" azul como cavala ou sardinha. Apesar de serem ótimos para saúde pois diminuem o colesterol ruim do sangue, é só comer para me dar azia. Fico lembrando dele o dia inteiro!
Na última visita de minha mãe aqui, fomos comer num restaurante de comida japonesa e ela pediu este peixe, junto ela que sofre mais ainda de azia e má digestão por ter retirado a vesícula há muitos anos atrás. Claro que perguntei na hora da loucura e ela respondeu que este peixe não fazia mal a ela! Pedi um para mim também e não é que é verdade??? Sua carne é bem suave e vai bem em vários tipos de preparo. Gosto de apenas assar ou grelhar com sal ou cozinhar na pressão com vinagrete. Este peixe agora está bem barato e tenho comprado toda semana. Hoje queria um prato diferente que não desse muito trabalho e fosse gostoso. Fui lá pesquisar do Santo Cookpad e encontrei esta sugestão super simples e prática. Fica pronto em minutos e é muito gostosa! Acho que deve ficar muito bom também com nirá ou ervas frescas.

Se comprou o peixe inteiro, corte a cabeça, tire a barrigada e abra para tirar os filés. Não é difícil, é só ter firmeza na hora de passar a faca por dentro do peixe e se orientar pela espinha central. Eu elimino também a carne perto da barrigada pois é bem gordurosa. Corte cada filé em 2 ou 3 pedaços.
Lave os filés e seque em papel toalha. Polvilhe sal e pimenta do reino dos dois lados dos filés. Deixe tomando gosto por alguns minutos.
Enquanto isto, pique bastante cebolinha verde e polvilhe katakuriko (fécula de batata). Polvilhe katakuriko sobre os filés de peixe também, dos dois lados.
Aqueça 2 ou 3 colheres de óleo ou azeite numa frigideira e disponha os filés com a pele voltada para cima. Deixe corar levemente e vire-os. Espalhe a cebolinha picada sobre cada filé. Depois que dourar do outro lado, vire os filés novamente. Deixe grelhando mais um pouco. Tire da frigideira e sirva com shoyu e limão ou ponzu pronto.

terça-feira, julho 15, 2008

Salada de harusame


Está fazendo um calor do cão por aqui e para refrescar, uma boa e simples saladinha! O harusame ou vermicelli é um macarrão finíssimo feito de arroz ou soja, cozinha rápido e por isso mesmo, em minutos você está com a salada pronta. Os legumes que usei são só uma sugestão, você pode usar os que mais gostar ou tiver à disposição!
Gostei muito deste molho, fica bem cheiroso e acho que mesmo quem não está com muito apetite acaba comendo bem!;-)

Salada de harusame

35g de harusame
1 pepino japonês
3 fatias de presunto
1 ovo batido e frito como omelete
1/3 de cenoura

Cozinhe o harusame por 5 minutos em água fervente. Escorra e lave bem em água corrente até esfriar. Deixe escorrendo por alguns instantes. Esprema bem para retirar bem toda a água. Coloque o "chumaço" de macarrão sobre a tábua de corte e dê 2 ou 3 cortes.
Pique o pepino, o presunto, o ovo e a cenoura em tirinhas bem finas. A cenoura pode ser crua ou se quiser, dê uma leve cozida no microondas (coloque num refratário pequeno, jogue alguns pingos d'água e cubra com filme plástico. Cozinhe por 30 segundos). Coloque tudo na vasilha e despeje o molho por cima. Misture bem e deixe na geladeira até a hora de servir.

Molho:

2 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de vinagre
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de óleo de gergelim
1 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de kotijan (pasta coreana levemente apimentada)
1/2 colher (chá) de sal

Misture tudo muito bem e empregue.

domingo, maio 11, 2008

Itame asari missoshiru (caldo de ostras "sapecadas")


Esfriou de repente neste final de semana e resolvi fazer este missoshiru para aquecer!

Asari missoshiru

1 pacote de ostras pequenas (asari) já sem areia (300g)
1 litro de água
2 colheres (sopa) de missô (pasta de soja)
cebolinha verde a vontade

Na embalagem que comprei vem escrito que a areia já foi tirada das ostras mas recomenda para fazer o processo novamente, vai entender???

Despeje as ostras num escorredor e lave embaixo de água corrente esfregando uma nas outras. Deixe numa vasilha com água e um pouco de sal e cubra com uma folha de jornal. Deixe por umas 2 ou 3 horas.

Escorra as ostras e reserve.

Aqueça 1 colher de sopa de oleo numa panela em fogo forte. Despeje as ostras e dê uma "sapecada" por alguns segundos. Junte a água e espere ferver. Retire a espuma branca que se formar na superfície com a ajuda de uma concha. Desligue o fogo e dissolva o missô com a ajuda de uma peneira. Acrescente a cebolinha picada, misture e sirva em seguida.

quarta-feira, março 26, 2008

Shogayaki com molho de cebola ralada


Faz um tempinho que não posto um prato japonês. Esta é mais uma receita de shogayaki. Não me canso de testar receitas novas já que é um dos pratos favoritos do maridão. Retirei a receita de um site japonês e como foi bem elogiada pelas participantes, resolvi arriscar. Apesar do preparo rápido, a carne fica bem envolvida pelo tempero e a cebola ralada dá um toque levemente adocicado ao molho, "cortando" o salgado do shoyu. Gostei muito desta versão pois ainda leva legumes refogados. Desta vez foi só cebola mas você pode acrescentar cenoura, pimentão, repolho... deixando o prato mais completo e nutritivo! Levei hoje para comer no almoço e mesmo fria é muito boa! Aprovada! ;-)

Shogayaki com molho de cebola ralada

300g de carne de porco própria para shogayaki (bifes bem finos de 1/2cm de espessura)
1/2 cebola em fatias grossas
2 pimentões verdes em fatias
katakuriko (fécula de batata)

Molho:

5g de gengibre ralado
1/2 cebola ralada
3 colheres (sopa) de shoyu
3 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de mirin

Misture tudo e reserve.

Polvilhe apenas um lado dos bifes com katakuriko e corte na metade.
Aqueça um pouco de óleo na frigideira e refogue as cebolas e pimentões. Reserve num prato. Acrescente mais um pouco de óleo e vá fritando os bifes aos poucos em fogo forte até que fiquem corados dos dois lados. Vá tirando os bifes prontos num prato. Quando estiverem fritas todas as fatias, volte tudo na frigideira. Junte os legumes refogados e o molho. Deixe refogando em fogo médio por alguns minutos. Caso tenha crostas queimadas grudadas no fundo da panela, vá esfregando com colher de pau pois é este queimadinho que dá um gostinho a mais no molho. Quando os bifes estiverem bem envolvidos pelo molho estará pronto. Sirva em seguida com arroz branco.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Ensopado de bolinho de frango (tori dango no nabe)


"Nabe" literalmente é panela em japonês mas na culinária se refere a cozidos feitos em panelas de barro. São muito consumidos no inverno mas aqui em casa raramente o faço porque o Luiz acha light demais e ele gosta é de comida que dê "sustança"! :-(
Este nabe é outro prato que aprendi com a acupunturista. Como sempre ela apenas falou que coloca isto e aquilo, sem medidas e fui fazendo no olhômetro aqui. O dashi (caldo) ficou delicioso, tem muita verdura e o gengibre usado nos bolinhos ajuda a melhorar a circulação e por consequência, aquecer o corpo, segundo a acupunturista. Para mim um prato completo e ótimo para as noites frias que têm feito ultimamente!

Ensopado de bolinho de frango

600ml de água
1/2 stick de kombu dashi
1 pacotinho de dashi no moto (aji)
2 colheres (sopa) de saquê
1 colher (sopa) de shoyu
sal a gosto
aji no moto a gosto
300g de carne moída de frango
1 ovo médio
10g de gengibre picadinho
10cm de cebolinha branca picadinha
2 colheres (sopa) de katakuriko
1/2 bardana cortado em lascas como estivesse apontando lápis
1/2 cenoura ralada no ralo grosso
1/4 de cebola em fatias
algumas folhas de acelga em fatias grossas
1/2 maço de nirá em nacos de 5 cm


Numa vasilha, coloque a carne moída e junte o ovo batido, gengibre, cebolinha, katakuriko e uma pitada de sal. Misture até formar uma massa como de hamburguer. Reserve.
Coloque a água no nabe e leve ao fogo. Quando ferver, coloque o kombu dashi, dashi no moto, shoyu, sal e aji no moto. Prove o sal.
Vá jogando colheradas da carne no caldo. Coloque a bardana, a cenoura e a cebola também. Tampe e deixe cozinhando por alguns minutos. Junte a acelga e o nirá. Tampe e deixe só o tempo de amaciar a acelga. Coloque o nabe na mesa e deixe que cada um se sirva. Esta panela é ótima porque mantém a temperatura quente por muito tempo!

quinta-feira, novembro 29, 2007

Tofu com carne


Este prato é rápido e gostoso! O volume pode impressionar mas o tofu fica tão saboroso e leve que a gente não pára de colocar mais uma colherada no prato!

Tofu com carne

200g de carne bovina em fatias bem finas
1 colher (sopa) de óleo
2 embalagens de tofu mais firme (mômen)
250ml de água
5 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de mirin
1 colher (sopa) de açúcar
1 maço de cebolinha picada em nacos de 5 cm

Aqueça o óleo numa frigideira grande e funda. Refogue rapidamente as fatias de carne e junte a água. Coloque os temperos (shoyu, saquê, mirin e açúcar). Deixe ferver e retire toda a espuma branca que se formar na superfície. Coloque os tofus cortados em cubos de 2 ou 3cm. Espere ferver novamente e deixe cozinhando por mais 5 minutos. Mexa a panela de vez enquando mas tomando cuidado para não desmanchar os tofus. Junte a cebolinha no final. Dê uma misturada bem de leve e sirva em seguida.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Ensopado de inhame frito


Depois da confusão de inhame/cará, desta vez posso dizer com certeza de que hoje preparei inhame! rss
Adoro inhame, mas não tenho muita sorte quando vou comprar no mercado. Acabo tendo que jogar metade fora pois já estão quase estragados! Desta vez fui premiada com inhames bons. Consegui aproveitar todos! Viva!
Quis fazer alguma coisa diferente com eles. Normalmente acabam sempre num cozido ou na sopa. Escolhi esta receita mas não estava botando muita fé. Tanto que fiz meia receita. Para minha surpresa, ficou uma delícia! Adoramos aqui! Como fiz pouco, tivemos uma pequena disputa para pegar as últimas batatinhas! rss
Criancices à parte, é uma ótima mistura para se comer com arroz branco!

Procurando receitas, encontrei algumas no Emprapa, além de dicas para comprar e conservar. Vale a pena dar uma lida! Se tiver sorte de novo, quero experimentá-los na versão doce, nunca comi! A sugestão de comê-lo com mel ou mascavo lembrou-me minha mãe que costumava comer mandioca recém cozida com açúcar. Eu achava a coisa mais estranha até que um dia provei e ... não é que é bom mesmo? Mas tem que ser aquela mandioca boa, bem macia, quase esfarelando... hummm, só de pensar já me água a boca! :-D

Ensopado de inhame frito

600g de inhame
3 colheres (sopa) de caldo de peixe (dashi)
2 colheres (sopa) de shoyu
1 colher (sopa) de açúcar (coloquei bem rasa)
um pouco de vinagre diluido em água (esqueci de colocar)
fécula de batata (katakurikô) o suficiente
óleo para fritura

caldo:
60ml de caldo de peixe
1 colher (chá) de mirin
1 colher (chá) de shoyu claro (usei o comum mesmo)
um pouco de sal
flores de crisântemo comestíveis (usei cebolinha verde picada)

Descasque os inhames. Jogue um pouco de sal e esfregue para tirar o excesso de viscosidade. Lave bem e coloque numa panela. Cubra com água e leve ao fogo. Deixe cozinhar até que fiquem macios mas sem desmanchar.
Escorra, lave embaixo de água corrente e deixe escorrendo.

Aqueça óleo o suficiente numa panelinha em fogo forte. Passe os inhames levemente na fécula de batata e frite-os até ficarem levemente corados. Escorra e reserve.

Coloque o açúcar, shoyu, caldo de peixe e vinagre numa panelinha. Leve ao fogo para ferver. Despeje os inhames e mexa a panela para que o caldo envolva todas as batatas. Deixe reduzir todo o caldo. Despeje os inhames na tigela de servir.

Numa outra panela, coloque o caldo, o mirin, o shoyu e o sal. Leve ao fogo só para ferver. Despeje sobre o inhame e espalhe cebolinha por cima. Sirva a seguir.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Panquequinhas de cará



Aqui tem uma variedade de cará que os japoneses gostam muito de comer apenas ralado e cru sobre o arroz ou macarrão. Na nossa última sessão de acupuntura, ganhei alguns mas como não sou muito fã dele cru, a doutora me deu algumas outras dicas de como consumi-lo. Esta panqueca é uma delas. A textura leve e fofa lembra uma omelete e você pode colocar na massa legumes ralados ou usar outros temperos.
Ela me ensinou apenas a colocar manteiga derretida, ovo e shoyu. Eu substitui o shoyu por sal e pimenta e adicionei cheiro verde bem picadinho.
A seiva do cará causa coceira nas mãos, deixando-as bem irritadas. Eu usei luvas de borracha e resolvi este problema. Para os desavisados que não tomaram cuidado, a Nina deu a dica para deixar as mãos de molho em banchá!

Outras dicas para usar cará (tororô imô):

- no missô shiru (caldo japonês). Faça um caldo de peixe, pingue colheradas do cará ralado e deixe ferver. Não precisa deixar muito tempo, pois lembre-se que ele é consumido até cru. Desligue o fogo e dissolva o missô. Sirva em seguida.

- cru. Rale o cará, coloque no "suribati" (tipo de pilão japonês) e reserve. Coloque uma lata de atum numa panelinha e cubra com um pouco de dashi ou água. Leve ao fogo e deixe ferver. Desligue o fogo e coloque missô de modo que fique mais salgado que um missô shiru comum. Vá colocando o caldo aos poucos no suribati mexendo sempre até que fique na consistência desejada. Sirva quente ou frio sobre o arroz branco. Esta é uma versão que a doutora criou para agradar seus filhos. Na verdade, a receita pede cavala.

Atenção, meninas, publiquei antes aqui achando que inhame era a mesma coisa que cará, mas pesquisando vi que são coisas totalmente diferentes! Para maiores informações, dêem uma olhada no post da Neide. Ela explica tudinho e toda a confusão com as trocas de nomes! Obrigada, Karen, por me alertar!

Panquecas de cará japonês

1 cará médio (tororô imô)
1 ovo
1 colher (sopa) de manteiga derretida
cheiro verde picado a gosto
sal e pímenta do reino a gosto

Rale o tororô imô e junte os demais ingredientes. Misture bem e despeje colheradas da massa numa frigideira com um pouco de óleo. Deixe dourar de um lado, vire e espere corar também. Sirva quente ou frio.


sexta-feira, novembro 02, 2007

Caldo de missô com udon


Para que vocês não fiquem entediadas com tanta abóbora no Pecado (porque ainda vem mais coisa aí! rsss) hoje estou postando uma receitinha bem simples e sem abóbora! :o)
Tinha comprado alguns pacotes de udon pré-cozido, um tipo de macarrão branco japonês, para colocar no sukiyaki. Sabem aquela promoção compre 3 por x e fazendo as contas sai mais barato do que comprar só um? Pois é, comprei os 3 pacotes mas só usei 2 e logo lembrei da sopinha da japonesinha Sheila (de tanto que ela gosta de tudo o que é relacionado ao Japão! rsss) para utilizar o outro pacote.
Preparei meu missô shiru preferido de nirá com ovo e juntei o udon. Ficou muito bom! Comfort food total à moda japonesa!

Missô shiru com udon

1 litro de água
1/2 stick de kombu dashi
1 envelope de dashi no moto
1/2 cenoura ralada no ralo grosso ou cortada em palitinho bem fino
1/4 cebola cortada em fatias finas
5 talinhos de nirá cortados em nacos de 2 cm
1 ovo (se quiser pode colocar 2 ovos)
1 colher (sopa) beeeem cheia de missô
1 pacote de udon pré-cozido (220g)

Coloque a água numa panela e leve ao fogo. Quando ferver, junte os caldos de kombu e de peixe, a cenoura e a cebola. Deixe cozinhar por uns 5 minutos em fogo médio. Retire com uma concha a espuma marrom que se formar na superfície. Dissolva o missô no caldo (use uma peneira para facilitar). Coloque o udon e espere voltar a ferver. Bata o ovo numa tigelinha e junte o nirá. Misture e despeje sobre o caldo. Vá mexendo com concha ou um garfo para que o ovo fique em fiapinhos. Deixe mais alguns segundos para que o ovo cozinhe e o nirá fique com uma cor verde bonita e retire do fogo. Sirva imediatamente.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Aguedashi doofu - tofu frito com caldo zás trás


Este é mais um prato que conheci só aqui no Japão. Consiste em pedaços de tofu fritos com katakurikô (fécula de batata), deixando uma casquinha super crocante, servido com dashi (caldo de peixe), nabo e gengibre ralado e cebolinha picada.
Ele é encontrado com mais facilidade em "nomiyás" (bares) e considerado como petisco. Aqui é bem comum petiscos deste tipo, quase uma mistura, bem diferente dos provolone à milanesa, bolinhos de bacalhau, azeitonas e outras gosturas que são servidos nos bares brasileiros.
Esta "receita" que vou passar é uma improvisação que faço quando me vem a vontade de comer este prato. Se você quiser fazer certinho mesmo tem que deixar o tofu "chorando" por horas para perder a água, fazer o dashi com lascas de bonito seco, etc etc e aí, acabou a vontade de fazer! rsss
O que eu faço, então? Tiro o excesso de água do tofu no microondas, uso a farinha especial para fazer tempurás para envolver os tofus na hora de fritar, criando um boa película que impede o tofu de estourar durante a fritura (não queremos queimaduras também ne?) e para o caldo, uso o caldo seco para udon! Em poucos minutos, já estará prontinho!
Para quem não tem à disposição estes produtos, faça um caldo básico colocando um pouco de hondashi (caldo de peixe granulado) na água fervente, shoyu até ficar de cor caramelo claro, uma pitada de açúcar e sal a gosto.
Já no lugar da farinha para tempurá, use fécula de batata (katakurikô) para envolver os cubos de tofu. Já fiz assim mas eu acho que além de espirrar mais, deixa o óleo mais sujo.


Não tem medidas exatas, varia conforme a quantidade a ser feita.
Eu uso um tofu do tipo momen (mais firme), corto ao meio e envolvo cada um em vários papéis toalha. Coloco num prato refratário e levo ao microondas (700W) por 4 minutos, sem cobrir com filme nem tampa! Viro os tofus e deixo mais 2 minutos. Em seguida, tiro os tofus de dentro dos papéis toalha que estarão encharcados e já corto em cubos de 2 ou 3 cm. Deixo numa peneira para terminar de tirar a água enquanto vou ralando o nabo e o gengibre e corto a cebolinha.

Fervo a água para preparar o caldo conforme as instruções (250ml de água para cada envelopinho). Deixe o caldo em fogo bem baixinho para manter a temperatura quente até a hora da montagem.

Coloco uma panelinha com bastante óleo no fogo médio para forte.

Envolvo os cubos de tofu na farinha de tempurá e retiro o excesso antes de colocar no óleo. É importante não virar o tofu antes que a crosta fique dura. Tente ter paciência, é como fritar polenta. Deixe corarem ligeiramente e retire num prato com papel toalha. Depois é só montar o prato:


Agrupe os pedaços de tofu na tigela.


Despeje o caldo pelas paredes da tigela para não desmoronar o monte de tofus. Assente uma colherada de nabo ralado em cima do tofu e sobre ele, um pouco de gengibre ralado.


Depois é só salpicar cebolinha picadinha. Na hora de comer, derrube o nabo no caldo e dê uma boa misturada com o hashi. Vá comendo os pedaços de tofu molhados neste caldo delicioso. É de não deixar sobrar nada na tigela e pedir "okawari" (bis)! ;-)

domingo, maio 27, 2007

Katsuo no tataki



Tataki é uma espécie de sashimi onde o peixe é rapidamente assado direto no fogo ou grelhado numa chapa quente. Sua superfície fica corada por fora mas por dentro, o peixe continua cru. Nos mercados daqui, o pedaço do peixe já é vendido grelhado. Em casa, apenas fatiamos e servimos.
O tataki mais conhecido é do peixe bonito (katsuo), um dos favoritos do Luiz. Eu como mas confesso que não é com aquele entusiasmo. O bonito tem gosto e cheiro um pouco mais acentuados que o atum.
Nesta época do ano, encontramos o shin tamanegui, a cebola recém-colhida, bem tenra e suculenta, nos mercados. É menos ardida e portanto ótima para ser usada em saladas e para acompanhar o tataki.
Lave o pedaço de peixe, seque bem com papel toalha e regue-o com suco de limão. O limão vai impedir que o peixe grude na frigideira. Quem me ensinou o truque foi a acupunturista e funcionou mesmo! Aqueça bem uma frigideira em fogo alto e deite o peixe. Deixe dourando por alguns segundos e vá virando até que todos os lados estejam selados. Coloque o peixe numa tigela com água gelada. Enxugue com papel toalha e corte em fatias.
Faça uma caminha com cebola fatiada, coloque as fatias de peixe e polvilhe bastante cebolinha verde picada e gengibre ralado. Regue com ponzu (shoyu com limão) e sirva.

Sômen gelado



Com o calor que tem feito estes dias, não tem coisa melhor do que um prato bem leve e geladinho como este macarrão chamado sômen. Ele é bem fininho, lembra o cabelo de anjo e fica cozido num piscar de olhos. Aqui os caldos já são vendidos prontos. É só deixar na geladeira para ficar bem geladinho. Caso queira preparar em casa, faça o dashi (veja receita com passo-a-passo aqui), junte um pouco de shoyu, deixe esfriar e guarde na geladeira até a hora de servir.



Cozinhe o sômen por 2 minutos em água fervente e abundante. Escorra e lave debaixo da torneira até que fique frio. Encha uma tigela com água mineral e gelo. As rodelas de limão são um toque opcional. Você pode enfeitar com folhas ou flores comestíveis também. Despeje o sômen aí e leve à mesa.
Cada um vai se servindo direto da tigela, molha o macarrão no caldo e é só comer!
Aqui existem restaurantes onde o sômen vem por uma canaleta com água corrente. As pessoas ficam em volta desta canaleta e vão se servindo! Tem até uma maquininha que imita esta canaleta para uso doméstico! Nunca fui num restaurante assim, mas confesso que não gostaria de estar no final da canaleta, depois que todos já enfiaram seus hashis! rsss




À esquerda, o caldo que comprei desta vez. Tem sabor de shisô (perilla) e é bem refrescante, gostamos muito! À direita, o sômen.

segunda-feira, maio 21, 2007

Feijoada japonesa



Não sei exatamente em qual postagem eu comentava que preparávamos feijoada aqui e a Karen se espantou. É verdade que não temos todos os pertences à disposição, mas com o que encontramos nas lojas de produtos brasileiros dá para se matar a saudade de pratos típicos como a feijoada. Houve uma época em que a única opção era recorrer às latas de feijoada pronta. Que lástima, não? Retemperávamos e, para nós, era uma delícia! Tempos em que cada amigo ou parente que chegava aqui trazia alguma "lembrancinha" do Brasil na mala. Feijão, salame, goiabada, ovo de Páscoa, panetone! Tudo era recebido com alegria e costumávamos repartir entre os amigos! Hoje em dia encontramos quase tudo nestas lojinhas. Mesmo assim não ousaria batizar esta receita como A feijoada. Os tradicionalistas me crucificariam, por certo! rss
Stanislaw Ponte Preta dizia que "para a feijoada ser completa, tem que ter até ambulância na porta!"
Exageros à parte, minha sogra preparava feijoadas ótimas aqui, bem menos gordurosas. Não nos dava a sensação de ter engolido uma bigorna! É esta receita que passo aqui. Muitos que moram no Brasil vão estranhar bastante a forma de preparo, talvez até torcer o nariz, mas é uma maneira de amenizar a vontade de comer este prato tão apreciado da nossa culinária brasileira. Espero que seja de algum interesse para outros dekasseguis!

Feijoada japonesa

1 kg de feijão preto
1 pacote de charque (500g)
1 bandeja pequena de pé de porco
300g de bacon em bloco
500g de músculo de boi
2 linguiças calabresas defumadas
2 linguiças tipo paio
500g de costelinha de porco fresca ou congelada (a defumada não é boa, tem gosto de ranço)
1 cabeça de alho descascada e picada
2 cebolas picadas
50ml de óleo
sal se necessário
pimenta do reino
4 folhas de louro

Separe o feijão e deixe de molho por algumas horas (desta vez deixei por 4 horas). Corte o charque em pedaços, lave bem e deixe de molho por umas 2 horas. Não é necessários trocar a água pois o charque daqui não é muito salgado e acaba-se tirando todo seu gosto.
Coloque os pedaços do pé, as costelas e o bacon picado numa panela. Coloque água que cubra as carnes e leve ao fogo. Deixe aferventar e escorra. Lave bem em água corrente e reserve.
Coloque o feijão, com a mesma água que ficou de molho, na panela de pressão. A água tem que ficar uns 4 dedos acima do nível de feijão. Tampe e leve ao fogo. Quando pegar pressão e começar a chiar, conte 20 minutos.
Se você tiver outra panela de pressão, coloque nela as carnes: charque escorrido, pé de porco, costelinha, bacon, linguiças em rodelas e o músculo em pedaços. Coloque água que cubra as carnes e leve ao fogo também. Deixe por 30 minutos depois que começar a chiar.
Caso não tenha duas panelas, espere o feijão cozinhar e coloque as carnes para cozinhar. Se quiser, deixe um pouco de feijão e caldo para cozinhar junto com as carnes para "pegar cor".
Numa panela bem grande, refogue o alho e a cebola. Junte o feijão e as carnes cozidas. Caso não tenha muito caldo, acrescente um pouco de água quente ao feijão. Junte as folhas de louro e tempere com pimenta do reino. Prove o sal e acerte se necessário. Deixe dar uma aferventada. Junte o suco de um limão e cozinhe por mais alguns instantes. Retire a espuma branca da superfície. Se você gosta do caldo mais grosso, deixe apurando mais alguns minutos. A feijoada fica melhor ainda no dia seguinte!

Farofa para acompanhar

3 colheres (sopa) de azeite
100g de bacon picado em tirinhas
2 ovos
1 dente de alho picadinho
1/2 cebola fatiada
1 tomate grande picado
1/2 xícara de azeitonas verdes picadas
farinha de mandioca o suficiente (gosto da torrada)
sal e pimenta do reino
cheiro verde picado

Refogue o bacon no azeite em fogo médio. Quando ficar douradinho, afaste o bacon para um canto e quebre os 2 ovos. Misture e frite por alguns instantes. Afaste para um canto também. Se necessário, coloque mais azeite e refogue o alho com a cebola. Coloque o tomate picado e refogue até derreter. Junte as azeitonas e vá adicionando a farinha de mandioca aos poucos até ficar na textura que você gosta, mais molhadinho ou mais sequinho. Tempere e desligue o fogo. Junte o cheiro verde e misture.

Sirva a feijoada com couve refogada, molho vinagrete e de pimenta e laranja ou abacaxi como sobremesa para "cortar" a gordura.

terça-feira, maio 08, 2007

Salada de soja



Depois de comer tudo o que podia e não devia neste feriado, estou bem devagar na cozinha. Muitos refogados, saladas e nenhum bolo por enquanto! Acho que fiquei um pouco saturada de doces depois do feriado, mas espero voltar em breve com novas receitas!
Esta saladinha é super rápida de preparar e mais rápida ainda de comer! Fica muito saborosa e além de tudo, bem saudável! Recomendo usar vinagre balsâmico, dá um aroma e sabor todo especial a esta salada! Caso não tenha à mão, use vinagre de vinho tinto.

Salada de soja

1 páprica vermelha em cubinhos
4 cogumelos shiitakes médios sem cabinhos e cortados em cubinhos
1 pacote de soja pré-cozida (170g)
1 pacote de edamame pré-cozido (170g)
2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico ou de vinho tinto
sal e pimenta do reino a gosto
manjericão seco a gosto

Despeje os grãos de soja num escorredor e dê uma lavada rápida. Deixe escorrendo por alguns minutos.
Enquanto isso, aqueça o azeite numa frigideira. Coloque a páprica e os cogumelos. Dê uma boa misturada, envolvendo os cubinhos com o azeite. Tempere com sal, pimenta e manjericão. Coloque o vinagre balsâmico, misture bem e tire a panela do fogo. Junte os grãos de soja e mexa bem. Sirva quente ou fria.

terça-feira, abril 17, 2007

Carne de porco sauteado no molho de gengibre (butá niku no shôga yaki)



Esta receita é muito rápida e prática de ser preparada, além de ficar deliciosa! O cheiro que fica na cozinha, enquanto o molho apura, é de abrir o apetite de qualquer um! Ótima pedida para acompanhar uma bela tigela de arroz branco recém-cozido!

Carne de porco sauteado no molho de gengibre

400g de lombo de porco em bifes bem finos

Tarê (molho):
60ml de shoyu
60ml de saquê
60ml de mirin
1/2 cebolinha branca comprida picadinha ou 1/2 cebola picada
um pedaço de 3cm de gengibre ralado
1 dente de alho ralado

Misture todos os ingredientes do molho e reserve.

Forre o fundo de uma frigideira com um pouco de óleo. Deixe aquecer bem e frite os bifes dos dois lados. Não é necessários fritar bem, pois depois será cozido com o molho. Frite alguns bifes de cada vez para que não solte muita água.
Depois de todos os bifes fritos, retire o excesso de óleo da frigideira com a ajuda de um papel toalha. Devolva os bifes para a frigideira, aproveitando o caldo que tiver depositado na vasilha também. Despeje o molho por cima e deixe apurando em fogo médio para alto até que reduza pela metade e fique encorpado. Revolva bem os bifes para que o molho fique bem espalhado.
Faça uma caminha com verduras (usei alface americana, brotinho de nabo e folhas de shisô picadas) e deite os bifes por cima. Regue com o molho e sirva em seguida. Se quiser, polvilhe gergelim branco sobre os bifes.

segunda-feira, abril 16, 2007

Rou Bao Zi (nikuman)



Para participar do novo desafio do Colher de Tacho, escolhi esta receita que já estava querendo preparar faz tempo.
Assim como coxinha é um salgadinho que não pode faltar em nenhum boteco, o nikuman está presente em todas as lojas de conveniência aqui. É difícil você entrar numa e ficar indiferente a estes pães branquinhos, super fofinhos e recheados com carne e legumes variados. Por esta descrição, pode lembrar esfiha mas são cozidos no vapor e seu tempero é completamente diferente. Usam-se vários molhos e pastas chinesas, mas creio que podem ser facilmente adquiridos em qualquer lojinha de produtos orientais, já que eles são a base de quase todos os pratos chineses.
Errei na quantidade de água e a massa não ficou na consistência que vi em alguns sites. Ficaram bem macios mas, no cozimento, acabaram perdendo sua forma que lembra uma flor em botão.
Apesar disto, o sabor ficou ótimo causando grande espanto ao meu marido. Ele disse que ficou melhor do que da loja de conveniência!
Para acompanhar, nada melhor do que um oolong cha (pronuncia-se úrôn tchá), um delicioso chá chinês que também ajuda a queimar as gordurinhas!
A receita vem deste site, onde vocês poderão visualizar melhor como é o formato deste pão.

Nikuman

Massa:
150g de farinha de trigo para pão
150g de farinha de trigo comum
3g de fermento para pão
4g de fermento em pó para bolo
2g de sal
20g de açúcar
15g de manteiga sem sal em temperatura ambiente ou banha de porco
160ml de água (para mim foi insuficiente para incorporar toda a farinha. Vá colocando a água aos poucos até que fique uma bola de massa, cuidado para não deixar mole demais)

Peneire as farinhas com o fermento em pó. Junte os demais ingredientes até que se agreguem. Despeje a massa na mesa e sove até ficar lisa e elástica (cerca de 10 minutos).
Cubra com filme plástico e deixe descansando por 20 minutos. Enquanto isso, prepare o recheio:

250g de carne de porco moída
70g de espinafre picadinho
1 pedaço de gengibre de 3cm ralado
1/2 cebolinha branca (daquela comprida que lembra alho-porró) ou 1/2 cebola picadinha
2 colheres (sopa) de pankô (farelo de pão)
2 colheres (sopa) de molho de ostras
1 colher (sopa) de óleo de gergelim
uma pitada de sal
1/2 colher (sopa) de shoyu
1 colher (chá) de XO jan (aqui pronuncia-se éx-ou dyán, pasta escura à base de legumes, camarões e moluscos secos)
1 colher (chá) de tobanjan( tô-bán dyán, pasta de pimenta vermelha)

Misture todos os ingredientes muito bem e divida em 12 porções. Depois faça bolinhas para facilitar na hora de rechear.

Depois da fermentação, divida a massa em 12 porções. Faça bolinhas e deixe descansando por 10 minutos cobertos com um pano de prato úmido, bem torcido. Abra cada bolinha com rolo na mesa levemente enfarinhada até ficar com 12cm de diâmetro. Coloque o recheio no centro e feche puxando um pedaço da massa para cima. Vá pegando uma porção da massa ao lado e puxando como se fossem pétalas. No final, dê uma leve torcidinha e coloque sobre um pedaço de papel manteiga cortado num quadrado de 15cm.
Faça o mesmo com as demais bolinhas. Cubra com pano e deixe fermentar novamente em lugar abafado por 20 minutos.
Coloque água numa grande panela para banho-maria e leve ao fogo. Quando terminar o descanso da massa, ajeite os bolinhos sobre a grade da panela, deixando um espaço entre eles porque crescem durante o cozimento. Na minha panela couberam apenas 2 por vez e os últimos não ficaram muito bonitos, ficaram achatados. Se você não puder cozinhar todos de uma vez, deixe metade crescendo em lugar quente e os demais em temperatura ambiente mesmo para que, quando chegue sua hora de cozinhar, eles não estejam fermentados demais.
Se você tiver aquelas panelas chinesas próprias para cozimento à vapor feitas com bambu, é só tampar e deixar 10 minutos. Se você usar uma panela comum como eu, envolva a tampa com pano de prato para que água acumulada não caia em cima dos bolinhos. Depois é só tampar e deixar cozinhar por 10 minutos. Sirva quentinho! Pode ser congelado depois de cozido também. Embrulhe os bolinhos com filme plástico e congele. Depois é só esquentar no microondas.


Os bolinhos ajeitados para serem cozidos.

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