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sexta-feira, maio 02, 2008

Comendo em Tokyo


É possível encontrar restaurantes para todos os gostos e bolsos em Tokyo. Nós mais beliscamos do que comemos refeições propriamente por lá. A variedade era tanta e o estômago só um infelizmente para comer tudo que gostaria! Muita coisa deixei de fotografar, mas nem por isto não vou deixar de mencionar aqui. Um dos lugares que estava mais ansiosa para ir era a uma das confeitarias do Pierre Hermé. A Valentina já havia me presenteado com um Isphahan quando veio me conhecer e este doce é realmente sublime! A combinação de lichia, framboesas e rosas é uma coisa de gênio mesmo! A foto do famoso doce é esta acima que retirei da net. Queria muito prová-lo novamente e fomos para o Isetan em Shinjuku. Já era noitinha quando chegamos lá. A confeitaria fervia e para minha frustração o último Isphahan foi vendido para a cliente que estava na nossa frente. Ficamos com a versão do doce em mil folhas e saint honoré que também são deliciosíssimos!!!


Em Asakusa, não poderia deixar de experimentar o famoso "aguemanju" ou manju frito. Pedi o de koshian (doce de feijão peneirado). Achei bem gorduroso e a massa lembra de tempurá. Tinha também nas versões de abóbora, macha, batata doce e gergelim.


Quem não gosta de senbei? Eu adoro, ainda mais fresquinho assim, sendo assado na hora!


Os senbeis prontos!



Pães com motivos infantis numa área dedicada só a pães no Lalaport de Chiba. Versão panda.


Versão Carinha!



Versão Ultraman! Bonitinho só na foto porque ao vivo e à cores, era difícil reconhecer o personagem! rsss



Fomos experimentar o hamburguer do Hard Rock Café em Ueno (não sei por quê colocaram um Y no nome do bairro. Alguém tem idéia?). Os preços são bem salgados mas o sanduíche é um monstro! American size! rsss Só de morder corre-se o risco de deslocar a mandíbula! rsss É bom, mas achei a carne um tanto quanto seca, muito apimentada e não consegui comer inteiro (e olha que estava faminta!). Valeu para matar a curiosidade.


Ainda na versão gigante, estes takoyakis (bolinhas recheadas com polvo) são o hit do momento em vários pontos da cidade. Um bolinho deve ter uns 7 ou 8 cm de diâmetro contra os 3 cm da versão tradicional. É bem verdade que o pedaço do polvo é inversamente proporcional ao tamanho do bolinho! rss Acho que para compensar, vem recheado com salsicha e ovo de codorna também.




Pizza enrolada de aliche que experimentamos na saída da estação de trem Sakuraguicho em Yokohama. Uma delícia! Bem recheado e a massa crocante! Hummmm!!! Tem outros recheios salgados e doces também!


Tenho os dois livros desta famosa casa de chá. Inclusive a receita deste prato acima você já viu aqui. Pude, enfim provar a versão original e gostei muito. Tem um sabor bem suave e os camarões estavam no ponto certo, "puri puri" como dizem os japoneses! Só acho que o molho poderia ser um pouco mais cremoso e faltou um tiquinho de sal... Os preços dos cinco pratos de macarrão oferecidos no almoço são bem camaradas. Imaginava que fosse mais caro pelo ambiente ser bem chiquetoso.


O Luiz pediu o macarrão da estação que era Carbonara com aspargos, presunto cru e "hanjuku tamago" (ovo levemente cozido com a gema bem mole ainda). Muito bom também!


De sobremesa, bolo inglês de morangos com chantily acompanhado de um delicioso chá com limão!


Teve também "ishiyaki bibinba" (arroz com vegetais e carne numa tigela de pedra quentíssima) num restaurante coreano em Shibuya. Este prato, levemente apimentado, deve ser misturado e espalhado nas paredes da tigela. O calor da tigela vai terminar de cozinhar o prato e deixar uma casquinha queimada deliciosa no fundo!

Para encerrar, o "goya chanpuru", típico prato okinawano (refogado de nigauri com tofu) daqui é uma delícia! Tanto que fomos comer duas vezes lá! Vale a pena, apesar de que no jantar, o lugar lota e a espera é grande!

terça-feira, abril 08, 2008

Sakuras


No domingo fomos passear num templo aqui da cidade mesmo à procura de sakurás. Fomos no Hattasan que também estava promovendo um evento de chá verde que atraiu muitas pessoas. Já fazia tempos que não íamos lá passear e as escadarias para chegar ao templo nos deram uma boa canseira! rsss




Não havia tantos pés de sakurás quanto eu imaginava e não consegui tirar muitas fotos. Aproveitamos para dar uma olhada nas barracas do evento de chá e vimos alguns senhores secando as folhas de chá nesta espécie de lona aquecida a 60oC. É preciso esfregar durante muito tempo e tem toda uma forma de separar as folhas, juntá-las novamente para começar a esfregar novamente. Haja paciência! Experimentamos um pouco do chá antes de irmos embora e realmente nada se compara ao "shincha" (chá recém-colhido).







Aproveito para mostrar também algumas fotos enviadas por uma leitora que, como eu, compartilha do prazer de apreciar flores e belas paisagens. A Kátia tem sido muito gentil em mostrar um pouco dos passeios que tem feito aqui no Japão e também no exterior! Obrigada, Kátia, por dividir comigo estas lindas fotos (e agora com o resto do mundo! rs). As três fotos abaixo foram tiradas em Shizuoka-ken mesmo, na região de Kanaya onde é possível fazer um passeio de maria-fumaça. Moramos perto mas nunca tivemos oportunidade de passear neste trem à vapor. Sei que a passagem é um pouco salgada e muitos turistas costumam comprar apenas a passagem de ida e depois voltam de trem comum. O passeio é muito recomendado nesta época de sakurás e no outono quando é possível ver a mudança de cor das folhas das árvores, Koyô.



Fiquei especialmente encantada com esta foto, que tem o Monte Fuji ao fundo. Se quiser ver em tamanho ampliado, é só clicar na foto!


sexta-feira, março 14, 2008

Esqueci do principal


Minha mãe passou algumas semanas conosco e sempre que ela vem aqui, procuro levá-la para passear nos finais de semana. Minha mãe adora bater perna, não importa a estrada, o quão longe seja, o quanto demore, ela não reclama de nada e nunca tira um cochilinho nem na ida nem na volta, ao contrário de mim que às vezes vou e volto babando e roncando, para desespero do Luiz! rsss Talvez ela tenha medo de perder a estação, talvez ela saiba o quanto é cansativo para o motorista ficar dirigindo sem ter com quem conversar, enfim ela está sempre alerta nas viagens!

Já queria levar minha mãe num orquidário que tem em Izu faz tempo mas nunca que calhava de dar certo. Desta vez cismei que a levaria lá de qualquer jeito e lá fomos nós num sábado bem cedinho encarar muitas horas dentro de trens, já que o Luiz não pôde nos acompanhar e eu não dirijo, tenho total pavor de ficar atrás do volante.

O início da viagem correu nos conformes, fizemos as baldeações sem problemas e no final, tomamos um ônibus que nos levaria ao bendito orquidário. Compramos as passagens e nos enfiamos no primeiro ônibus parado à frente da bilheteria. Eu tinha certeza de que era a plataforma certa. Sentamos e logo o motorista deu partida. Fomos apreciando a paisagem durante o trajeto, muuuuuuito verde, mato até dizer chega, curvas e mais curvas... Já sabia que teria que encarar pelo menos 90 minutos de viagem e não estranhei a demora em chegar ao ponto final. Mas quando chegamos, cadê o parque??? Olhei e volta e achei tudo muito estranho... Já meio que em pânico, pergunto para o motorista e veio a resposta que eu mais temia: ÔNIBUS ERRADOOOOOO!!!! Para corrigir a burrada, tínhamos que voltar à estação de trem o que custaria mais 2 horas e mais outras 2 horas para chegar ao destino. Já era meio dia e o parque fechava às 5 da tarde. Não foi preciso ser muito boa em matemática para descobrir que não chegaríamos à tempo e mesmo que chegasse ficaríamos apenas uma meia hora. Não valia a pena perder mais tempo e dinheiro.

Se eu pudesse daria um chute no meu traseiro com minha total burrice. "Por que não perguntei ao motorista quando entrei no ônibus????"," Por que não verifiquei o número da plataforma direito???" Minha cabeça fervia de raiva, simplesmente não me conformava com tamanha estupidez!!!

E vocês acham que minha mãe reclamou? Ficou chateada??? Nadinha!!! Ela achou foi é graça!

Indo de volta à estação, comemos no ônibus mesmo o obentô que minha mãe preparou. Já estava conformada em voltar para casa quando me lembrei de uma placa numa das estações sobre um outro orquidário mais próximo. Resolvemos ir lá para não dar o dia por perdido.

O parque Tropicarium é pequeno em vista do que queríamos visitar, mas as flores são bonitas e bem cuidadas. Não recomendaria ir somente por causa deste parque porque dá para dar um giro em menos de 20 minutos e fim. Pelas imediações também não tem nada de especial, enfim, só mesmo se você estiver de passagem na região.

Este dia tinha tudo para ser odiado, mas escrevendo este post eu finalmente percebi que o que mais importava não era ter chegado ao parque e sim, a companhia de minha mãe! Que óbvio! Andamos de braços dados, dividimos a comida, dei uma cochilada básica a seu lado no trem (acordamos cedo ne??? rsss), fuçamos as lojas de souveniers... enfim, foi muito bom e curti muito minha companheirinha! Eu não sei, depois que a gente casa, tem nossa próprio canto, perdemos aquela intimidade que só a convivência diária nos dá. E essa temporada que ela passou conosco foi muito boa para resgatarmos este sentimento! Se no dia, fiquei até com medo de dizer para o Luiz já prevendo a bronca dele se contasse, hoje caiu a ficha de que não foi um dia perdido de forma alguma!!! Foi uma ótima aventura, atrapalhada é verdade, mas que vou me lembrar para sempre! ;-)




























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