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sexta-feira, março 16, 2007

Goya champuru (refogado ao estilo de Okinawa)


Este é um dos pratos típicos de Okinawa, um refogado à base de carne de porco, tofu e goya ou nigauri. Pela foto pode parecer um tanto grotesco, mas champuru significa "misturado" e apesar da aparência, é muito saboroso! Adoramos e sempre que preparo aqui em casa é inevitável lembrarmos com saudades das férias que já passamos lá. Um lugar lindo e paradisíaco!
No verão encontra-se nigauri à preço mais em conta mas semana passada enquanto fazia compras, não resisti e acabei comprando um, apesar de não estar muito bonito.
Costumo usar um molho já pronto que vem de Okinawa e é encontrado em qualquer mercado aqui. Já experimentei de outras marcas, mais caros até, mas ainda fico com o produzido lá mesmo.
Para quem não tiver o molho à disposição, tempere com sal e pimenta ou shoyu com uma pitada de açúcar.
Em Okinawa é usado o shimadoufu (tofu da ilha), bem mais firme do que o momemdofu (o tofu mais firme encontrado nas outras partes do Japão) e por isso, mais fácil de ser refogado sem se desmanchar. O processo na fabricação deles difere no cozimento e coação. Para o momendoufu, o leite de soja é aquecido e coado. Já o shimadoufu é coado cru e depois cozido, daí a sua firmeza. Além disso, o shimadoufu é levemente salgado, podendo ser consumido até sem nenhum tempero, muito gostoso mesmo!




Nigauris que ganhei ano passado da acupunturista, só para vocês terem idéia. Lembra um pepino cheio de verrugas! Ele é rico em vitamina C e mesmo submetido a altas temperaturas, não perde suas qualidades. É bom para baixar a pressão e ajuda quem tem diabetes. Único problema (ou qualidade dependendo do gosto! rsss) é que o nigauri é muuuuuuito amargo!

Goya champuru

1 goya ou nigauri (bittermelon)
1 momendoufu ou 300g de shimadoufu se você encontrar
4 fatias de bacon (pode ser presunto, apresuntado de lata, carne de porco fininha também)
1 ovo
shoyu com uma pitada de açúcar ou sal e pimenta para temperar


Lave e corte o nigauri no sentido do comprimento.


Retire a parte branca central das sementes com a ajuda de uma colherzinha.


Corte em meia-luas de 1/2 cm mais ou menos. Coloque numa vasilha e polvilhe sal. Misture levemente e deixe descansando por uns 5 minutos. Em seguida, lave com bastante água e deixe escorrendo.


Envolva o tofu em papel toalha e coloque num prato. Leve ao microondas por 10 minutos em potência alta. Coloque o tofu num escorredor e deixe "chorando" alguns minutos. Corte em cubos de 2 a 3 cm e enxugue bem com papel toalha.


Aqueça bem uma frigideira em fogo forte. Coloque uma colher de sopa de óleo. Espalhe bem o óleo por todo o fundo da panela e jogue os cubos de tofu. Deixe dourar bem de um lado para ir virando até corar todos os lados. Cuidado para não ficar mexendo antes de dourar.
Retire os cubos corados num prato e reserve. Coloque mais um pouquinho de óleo e frite o bacon fatiado. Junte o nigauri picado e refogue alguns minutos, não muito para não deixar o nigauri mole demais. Volte o tofu para a frigideira, acrescente o molho ou tempero de sua preferência. Misture bem e despeje o ovo levemente batido. Mexa tudo até que o ovo cozinhe e sirva em seguida.

quarta-feira, março 14, 2007

Carne com moyashi



A Eliana é uma danada na cozinha! Desde comidas elaboradas até práticas e rápidas, é difícil entrar no seu blog e não ficar com vontade de fazer tudo!
Estava com um pacotinho de moyashi na gaveta da geladeira e logo me veio a foto deste refogadinho que ela preparou. Descongelei rapidinho alguns bifes de lombo de porco e em poucos minutos já estava com uma mistura completa com muitos legumes e carne!
Demorei muito a comprar uma wok, mas agora vejo o quanto de rapidez e sabor estava perdendo fazendo meus refogados na frigideira comum! Realmente é um ítem de primeira necessidade na cozinha de quem trabalha fora o dia inteiro e ao chegar em casa, quer mais é uma comidinha rápida e gostosa!
Concordo com a Eliana, o melhor acompanhamento para este refogado é um arrozinho branco sem tempero nenhum! Delícia, Eliana, como tudo que você prepara! ;-)

Carne com moyashi

4 bifes de lombo de porco de 1cm de grossura (ou outro tipo de carne que você goste)
1 dente de alho picadinho
1 cebola grande fatiada
1/2 cenoura ralada no ralo grosso
1 pacote de moyashi
aji-no-moto
pimenta do reino moída na hora
uma pitada de sal se necessário
1 colher (sopa) cheia de molho de ostras (dá um sabor ótimo aos refogados chineses!)
2 colheres (sopa) de usukuchi shoyu (shoyu mais claro)
um fio de óleo de gergelim
cebolinha verde picada
gergelim branco

Corte a carne em fatias bem fininhas. Esquente um pouco de óleo na wok e deixe esquentar bem. Coloque a carne e deixe refogar bem até ficar fritando no óleo. Junte a carne num canto da wok e coloque mais óleo se necessário para refogar o alho, a cebola e a cenoura. Misture tudo e junte o moyashi. Tempere com aji-no-moto, pimenta, o molho de ostras e o shoyu. Revolva bem o refogado e deixe alguns instantes só para o moyashi dar uma murchada de leve. Desligue o fogo, regue com um fio de óleo de gergelim e espalhe cebolinha verde e gergelim branco a gosto.

domingo, março 04, 2007

Gyudon (arroz com carne ensopada)


Existem várias cadeias de restaurantes aqui dedicadas somente para este prato onde você faz refeições baratas e rápidas. Vez ou outra acompanho meu marido a um desses restaurantes. É bom, mas confesso que não é um dos meus pratos favoritos. Já meu marido adora! Hoje em dia ele não frequenta tanto, mas no antigo emprego, costumava ir todas as sextas com os amigos lá depois do serviço.
Com o problema da vaca louca, uma famosa cadeia de restaurante deixou de servir este prato, substituindo a carne de vaca por porco. No dia em que anunciaram a volta das exportações de carne de vaca americana, todos os restaurantes desta cadeia ficaram lotados! Eram pessoas fazendo filas quilométricas, tudo por causa de uma cumbuquinha com carne de vaca! Coisa bem estranha, coisa bem típica japonesa! rss
Uns dizem que a carne de vaca americana é mais saborosa do que a australiana. Eu acho que são a mesma coisa. Para mim, carne saborosa ainda é a brasileira, isto sim!
Voltando ao prato, estou postando esta receita a pedido de um ex-dekassegui que hoje já está de volta ao Brasil mas sente muita falta das comidas japonesas. Uma é o tonjiru que postei a alguns dias atrás e agora, publico o guiudon.
Para quem estiver interessado em outras receitas japonesas e não domina o idioma, recomendo estes dois sites: receitas japonesas e culinária nippo-brasil.
Para preparar este prato é necessário que a carne esteja cortada em lascas beeeeem finas. Creio que aqui, eles congelam a carne o suficiente para deixá-la firme e passam num cortador de frios. Para o caldo é usado o dashi. O modo de preparo você encontra aqui.

Gyudon


Para 4 porções

400g de carne de vaca em lascas finíssimas
1 cebola grande
200ml de dashi
200ml de água (a receita original pede 400ml de dashi, mas achei que ficou muito forte)
4 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de mirin
6 colheres (sopa) de shoyu
cebolinha verde picada a gosto
beni shooga (conserva de gengibre) a gosto

Corte a carne em nacos de 2cm.
Divida a cebola ao meio e corte cada metade em lascas grossas de 1cm.
Coloque o dashi, a água e o saquê numa panela e leve ao fogo para ferver. Junte a cebola picada e deixe cozinhar por alguns minutos até ela ficar murcha e transparente. Junte a carne e vá separando os pedaços com a ajuda de um garfo ou hashi. Logo que a cor da carne mudar, junte o açúcar e o mirin. Misture bem e deixe cozinhando por uns 3 minutos. Adicione então o shoyu e deixe o caldo reduzir em 2/3.
Coloque arroz branco cozido em cumbucas e sobre ele a carne ensopada. Espalhe cebolinha a gosto e sirva com beni shooga.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Tonjiru (sopa de missô com carne de porco e legumes)



Esta é uma das sopas mais populares daqui. Consta no menu de quase todos os restaurantes, comércio de obentôs, lojas de conveniências, mercados e, claro, preparado com muito carinhos pelas mães.
Nós gostamos muito desta sopa. Além de ser muito saborosa, é bem rica e completa. Uma tigelada de arroz, algumas conservas e já se tem uma refeição completa.
Um ou outro ingrediente pode variar conforme o cozinheiro, mas o nabo e a raiz de bardana não podem ser deixados de fora, pois são eles que definem o sabor da sopa.

Tonjiru

Para 4 pessoas

200g de carne de porco em filés bem finos
5cm de daikon (nabo)
1 cenoura média
1/2 gobô (raiz de bardana)
2 batatas médias
1/2 pacote de konnyaku (massa de batata cozida, não coloquei desta vez)
1 colher (sopa) de óleo
4 a 5 xícaras de dashi (caldo de peixe)
2 colheres (sopa) de saquê
4 a 5 colheres (sopa) de missô
cebolinha verde picada a gosto
pimenta "shichimi" a gosto

Prepare o dashi:

Coloque 5 xícaras de água numa panela grande. Pegue um pedaço de dashi kombu (10cm) e limpe com um papel toalha umedecido. Coloque na água e deixe de molho por 20 minutos.
Leve a panela ao fogo baixo. Quando começar a aparecer bolhinhas nas paredes, antes de ferver, retire o pedaço de kombu.


Aumente a chama e deixe a água ferver. Coloque 30g de katsuo bushi (flocos de bonito seco) e baixe o fogo novamente. Deixe cozinhar por 2 minutos, SEM MEXER e desligue o fogo.


Espere os flocos afundarem.
Escorra numa peneire forrada com papel toalha reforçado ou um pano limpo. Esprema levemente o papel toalha.



Está pronto o caldo de peixe (dashi).


Descasque o nabo. Corte em cruz e depois em fatias finas de 1/2 cm. Deixe de molho em água por alguns minutos e escorra.
Descasque e corte a cenoura e as batatas da mesma forma que o nabo.
Raspe com faca a raiz de bardana sobre um jornal, tomando cuidado para não espirrar na roupa porque mancha. Lave bem e corte a raiz como se estivesse apontando lápis. Deixe de molho numa tigela com água.
Coloque uma panelinha com água para ferver. Corte o konnyaku com a ajuda de uma colher. Vá tirando nacos irregulares de 2cm. Quando a água ferver, jogue o konnyaku e espere voltar a ferver. Escorra e reserve.
Volte a colocar mais água na panelinha e leve ao fogo. Corte a carne de porco em porções menores de 2 ou 3cm. Quando a água ferver, junte 1 colher (sopa) de saquê e despeje os pedaços de carne. Com um garfo, vá separando os filés. Deixe só até mudar a cor da carne. Escorra e reserve.

Coloque uma panela grande para o fogo. Deite o óleo e espere aquecer. Junte todos os legumes e misture bem. Junte a carne e despeje o dashi. Se faltar, complete com água.
Deixe o caldo ferver, retirando a espuma que for se formando na superfície com uma concha ou espumadeira.
Tampe e deixe os legumes cozinharem. Quando estiverem macios, junte mais 1 colher de sopa de saquê e o missô. Use uma peneirinha para dissolver o missô no caldo. Quando ameaçar ferver, apague o fogo. Não deixe ferver pois comprometerá o sabor do missô.
Sirva em chawans (tigelinhas) e polvilhe cebolinha verde e pimenta a gosto.


Pimenta "shichimi", mix de algumas pimentas com gergelim, sementes de papoula e algas. É bem ardidinha!

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Raiz de lótus recheada



Este era um dos nossos pratos favoritos quando costumávamos ir a um restaurante self service em Hamamatsu chamado Chambord Garden. Coloquei tudo no passado pois já não frequentamos a muito tempo este restaurante. Ele passou por uma reforma geral, tanto no ambiente quanto no cardápio que não nos agradou muito.
Fiquei muito contente quando apareceu este prato num dos menus do cursinho de culinária que estou fazendo. A receita original pede carne de frango moída mas como não havia em casa fiz com carne mista (porco e vaca), mas com frango fica muito mais gostosa, na minha opinião.

Raiz de lótus recheada

120g de carne de frango moída
sal
2 talinhos de cebolinha verde picada
1 pedaço de gengibre picado (20g)
5cm de cenoura picadinha
2 shiitakes picados

tempero da carne:
1 colher (chá) de saquê
1 colher (chá) de shoyu
1/2 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de fécula de batata (katakuriko)
2 colheres (chá) de maionese

1 pedaço de raiz de lótus (200g)

Coloque a carne moída numa bacia junto com uma pitada de sal. Vá misturando com a mão até começar a dar liga. Junte as verduras/legumes picados e misture bem. Adicione os temperos todos e termine de misturar. Dê uma aplainada na carne e divida em 8 porções. Reserve.

Lave a raiz de lótus, descasque e corte em 16 rodelas. Se cortar fino, deixe a rodela inteira. Se cortar muito grosso, corte a rodela ao meio formando meia-lua. Deixe as rodelas de molho em água e vinagre por alguns minutos. Escorra e dê mais uma boa lavada debaixo da torneira. Seque em papel toalha e disponha as rodelas numa assadeira.



Polvilhe farinha de trigo com ajuda de um coador de chá em toda a superfície das rodelas, só a parte voltada para cima.



Coloque cada porção de carne sobre 8 rodelas de raiz de lótus e cubra com outra rodela, com a parte enfarinhada voltada para a carne.
Polvilhe mais um pouco de farinha de trigo sobre os sanduíches de raiz de lótus, vire e polvilhe mais farinha para envolvê-los por inteiro.
Esquente óleo numa panelinha, cerca de 3 dedos, em fogo médio.
Enquanto isso, prepare uma massinha com 40g de farinha de trigo com cerca de 80ml de água gelada. Dê uma chacoalhada com garfo ou hashi, sem misturar demais. Fica todo encaroçado mesmo. Este é o segredo para conseguir uma casquinha crocante e sequinha.



Passe os sanduíches nesta misturinha e vá colocando na panelinha para fritar. Deixe até dourar dos dois lados. Retire e deixe secar em papel toalha e sirva quentinho.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Nishime da minha mãe



Alguém perguntou neste post da receita do nishime que minha mãe preparou no Ano Novo e vou tentar explicar mais ou menos como ela faz. Digo tentar pois eu já a vi preparar várias vezes mas quando eu preparo sozinha nunca fica parecido, sempre parece estar faltando alguma coisa no tempero, que é a "alma" deste prato.

Começando pelos ingredientes:

- algumas coxinhas de asa de frango ou qualquer outra parte que tenha osso. Segundo minha mãe o caldo fica muito mais gostoso e é verdade!

- nabo, cenoura, inhame, broto de bambu, lenkon (raiz de lótus), tofu frito, tikuwa (massa de peixe), gobo (bardana), shiitake fresco, kombu, kon nyaku (massa de batata cozida).

- temperos: açúcar, mirin, hondashi (caldo de peixe em pó) , sal e shoyu (usukuti shoyu)

Preparativos:

- descasque e corte o nabo e a cenoura em rodelas mais ou menos grossas.

- aqui usamos o inhame congelado mas se for usar do fresco, descasque o inhame, lave bem e escorra a água. Jogue um punhado de sal e misture bem, amassando as batatas. Vai sair uma gosma do inhame. Lave bem novamente e coloque numa panelinha com água. Leve ao fogo e deixe ferver. Escorra e reserve.

- broto de bambu usamos do pré-cozido aqui mas se for usar do fresco, descasque e corte em pedaços menores. Lave e coloque na panela com água da lavagem do arroz, diz que é para tirar o amargo do bambu. Se não tiver água da lavagem, coloque um pouco de arroz cru. Tem quem use também fermento em pó. Deixe cozinhar e escorra. Reserve.

- descasque o lenkon, corte em rodelas e deixe de molho em água e vinagre. Antes de utilizar, lave bem com água e escorra.

- raspe a casca do gobo numa folha de jornal, cuidado com a roupa porque mancha! Lave bem, corte em diagonal e deixe de molho em água até a hora de utilizar.

- corte o kon nyaku em fatias e fala um pequeno corte no centro com a ponta da faca. Passe um lado da fatia por dentro desse corte, vai formar uma espécie de gravatinha borboleta. Leve tudo numa panela com água para o fogo e deixe ferver por uns 5 minutos. Escorra e reserve.

- passe um papel toalha umedecido no kombu para tirar as impurezas. Corte com tesoura ou faca em tiras de 2cm de largura e depois em pedaços de uns 10 a 12cm. Faça um nózinho nem muito apertado e nem muito frouxo.

- cortar o tofu, tikuwa e shiitake.

Modo de fazer:

Numa panela grande, refogue um ou dois dentes de alho picadinhos com um pouco de óleo. Coloque os pedaços de frango e deixe refogar por alguns minutos até mudar a cor. Junte água até mais ou menos metade da panela e deixe ferver. Quando ferver, vá tirando a espuma que se formar na superfície com espumadeira.
Deixe fervendo alguns minutos para tirar bem o sabor do frango. Junte então um pouco de hondashi, algumas colheres de açúcar e mirin. Coloque o shoyu até adquirir uma bela cor caramelada. Não coloque muito para não deixar escuro e com aparência feia. Se precisar salgar mais, use sal. Mas aqui que entra o balanço deste prato, a quantidade de açúcar e shoyu tem que estar em harmonia e eu ainda não consegui isso no olhômetro como minha mãe faz. Meu conselho, se é que vale alguma coisa (rsss) é ir colocando e experimentando até achar que chegou no ponto. Tem que sentir um pouco do doce e um pouco do salgado ao mesmo tempo.
Coloque os ingredientes que demoram mais para cozinhar primeiro como o kombu, nabo, broto de bambu, inhame e cenoura. Tampe e deixe até quase ficarem macios.

Caso não queira se arriscar muito, vou deixar a receita do caldo usado no livro de pratos japoneses que ganhei da Mamy.
Para cada xícara de caldo de peixe coloque 3 colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de saque, 3 colheres de shoyu e 2 colheres de sopa de mirin.

Adicione os demais ingredientes. Tampe e termine de cozinhar.
Da minha mãe já fica ótimo logo após o preparo mas no dia seguinte fica melhor ainda!
Espero ter ajudado de alguma forma, mas qualquer dúvida, volte a perguntar!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Yakisoba




Este yakisoba ficou muito bom! Sempre costumo fazer este prato meio a olho, um pouco disto, daquilo... mas desta vez, fiz uma adaptação do molho do subuta. Ficou gostoso e me fez lembrar dos yakisobas vendidos num kaikan (associação de japoneses e seus descendentes) que havia perto de casa, em São Paulo. Sempre que havia alguma comemoração ou apresentação dos alunos da escola japonesa, as mães se encarregavam de preparar quitutes para serem vendidos nestas ocasiões. Os tíquetes das comidas já eram vendidos antecipadamente e minha mãe sempre costumava pegar alguns de yakisoba, coxinhas (massas deliciosas feitas praticamente só de batatas) e obentôs (marmitas com porções de várias coisas como cozidos de legumes, carne à milanesa, bolinhos de arroz, omeletes). Havia também uma torta de maçãs vendida lá que virou uma febre na vizinhança. Preparava-se a massa, recheava com creme de confeiteiro, cobria com fatias de maçãs e por cima de tudo, uma gelatina de laranja feita com suco de laranja, açúcar e maisena. Geladinha é uma delícia! Tão simples e tão gostoso! Para quem se interessou, deixarei a receita aqui:

Torta de maçã

Massa:
3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
5 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 ovo inteiro

Recheio:
1 litro de leite
4 ovos inteiros
5 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de amido de milho
1 colher (sopa) de essência de baunilha
5 maçãs descascadas e fatiadas

Cobertura:
1 copo de suco de laranja
2 copos de água
3 colheres (sopa) de amido de milho

Para a massa, misture todos os ingredientes até formar uma massa homogênea. Forre uma forma grande com essa massa. Não é necessário untar a forma. Fure toda a superfície com garfo. Leve para assar em forno quente preaquecido até ficar dourado.

Para o recheio, misture todos os ingredientes menos as maçãs e leve ao fogo médio/alto até ficar cremoso. Fique mexendo sempre o creme com colher de pau e tome cuidado para não empelotar. Deixe esfriar um pouco. Coloque um filme plástico na superfície do creme para não criar crosta.

Leve todos os ingredientes da cobertura ao fogo para engrossar. Deixe amornar um pouco.

Para a montagem, despeje o creme na crosta da torta. Espalhe de forma bem bonita as fatias de maçãs por todo o creme. Em seguida, despeje a cobertura. Deixe esfriar totalmente e leve à geladeira. Sirva a torta bem gelada!


Voltando ao yakisoba, ele era preparado com espaguete e ficava tão bom. Acho que fica muito melhor do que o macarrão próprio para yakisoba. O espaguete é mais consistente e parece envolver melhor o molho com os legumes. É a minha impressão. Ou talvez uma maneira de não deixar esquecer o sabor daqueles quitutes do kaikan.
A escolha dos legumes fica a seu critério. Gosto de colocar também salsão, couve-flor, acelga chinesa ou aspargos. O importante é refogá-los de um ou dois por vez em fogo bem forte só por alguns instantes. O gostoso deste prato é saborear os legumes ainda bem crocantes!
Às vezes pela comodidade e falta de tempo acabo recorrendo aos macarrãos pré-cozidos para yakisoba, mas sempre que tenho um tempo mais sossegado, faço este prato com espaguete ou talharim.




Outra dica é usar este preparado, Chuuka Aji, que dá um realce de sabor a qualquer prato chinês. Fica com sabor de restaurante! Mesmo nos refogados básicos, fica muito bom! Outro dia, fiz um refogadinho de carne de porco cortada bem fininho, repolho, cebola, broto de feijão e cenoura. Temperei com sal, pimenta, saquê, shoyu e experimentei colocar este pózinho. Ficou igualzinho ao refogado do Hokka Hokka Tei (niku yasai itame)!!!

Yakisoba

200g de mararrão espaguete ou talharim ou linguine

1 peito de frango grande
sal e pimenta
1 colher (sopa) de saquê
1 gema
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fécula de batata (katakuriko)

1 cebola
1/2 cenoura
1 buquê pequeno de brócolis
3 folhas de acelga
1/4 de repolho pequeno
1/2 pimentão vermelho
1/2 pimentão verde

molho:
200ml de água
50ml de shoyu
1 colher(sopa) de saquê
1 colher (sopa) rasa de fécula de batata (katakuriko)
4 colheres (chá) de torigará suupu no moto (caldo de galinha em pó)
1 colher (chá) de óleo de gergelim
sal se necessário


Tire a pele do peito do frango, pique em cubinhos de 2 cm e tempero com sal, pimenta e saquê. Cubra com filme plástico e deixe tomando gosto por alguns minutos. Junte a gema, a farinha e a fécula. Frite em óleo abundante em fogo médio até ficarem levemente corados. Retire e reserve.

Misture todos os ingredientes do molho, menos o óleo de gergelim e reserve.

Cozinhe o macarrão em água abundante até ficar al dente. Escorra e reserve. Cozinhe o macarrão mais ou menos em tempo de ficar pronto junto com o refogado de legumes.

Corte a cebola ao meio no sentido do comprimento e depois em fatias mais ou menos grossas. Corte a cenoura ao meio no sentido do comprimento e depois cada metade em fatias diagonais de 1/2 cm. Corte o brócolis em buques pequenos. Corte os pimentões em quadrados. Desfolhe o repolho e corte em nacos grandes. Corte a acelga em fatias de 3cm.

Coloque a cenoura e o brócolis para aferventar. Escorra e reserve.
Refogue a cebola com os pimentões numa frigideira grande com um pouco de óleo. Deixe até murcharem um pouco. Retire o refogado e junte aos frangos.

Na mesma frigideira, coloque mais um pouco de óleo e refogue rapidamente o repolho. Retire e faça o mesmo com a acelga.

Volte todos os legumes e frango à frigideira e despeje o molho. Dê uma boa polvilhada de Chuuka Aji. Deixe refogando até o molho engrossar. Desligue e junte o óleo de gergelim. Misture bem. Despeje sobre o macarrão e misture bem. Sirva em seguida.

Para frango xadrez, exclua o macarrão, junte mais frango e coloque no final amendoins ou castanhas de caju. Não esqueça de cortar todos os legumes em quadradinhos!

domingo, outubro 29, 2006

Subuta



Este prato chinês é muito apreciado aqui. Consiste em pedaços de carne de porco com legumes refogados envolvidos num molho agridoce.
Nunca havia comido este prato antes de vir para cá. Fui apresentada a ele de forma dramática no nosso "bentô", a famigerada marmita japonesa. Atualmente o bentô vem servido em pratos na fábrica, mas antigamente vinha numas caixinhas fechadas, verdadeiras caixas surpresa. Nunca sabíamos o que iríamos ter que encarar para o almoço. Certa vez, tirei a tampa e lá estava o subuta. Olhei e achei que fosse o molho do yakisoba, sem o macarrão. Ao comer, que decepção! Uma meleca azeda, simplesmente intragável!
Geralmente quando não gostamos do prato da primeira vez e difícil querer repetir. Fiquei anos sem comer subuta. Mas tanto falavam desse prato, tanto mostravam nos programas culinários daqui que pensei que não era possível uma coisa tão horrível ser tão apreciado assim.
Até meu marido que é enjoado para pratos meio adocicados sempre comentava que gostava quando aparecia em seu bentô.
Resolvi então procurar uma boa receita e encontrei esta num site da internet de celular. Para minha surpresa, este subuta em nada se parece com a meleca azeda do bentô. Não é exageradamente azedo mas quem gostar assim pode aumentar a quantidade de vinagre na receita. Deste subuta eu gostei! Ótimo para se comer com arroz branco!

Subuta

200g de carne de porco (lombo ou pernil)
2 colheres (chá) de saquê
sal e pimenta do reino a gosto

1 cenoura média
1/2 pimentão vermelho
1 pimentão verde
1 cebola pequena
6 shiitakes frescos
1 pacote de broto de bambu pré-cozido (100g)

Massinha para envolver a carne:
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de katakuriko (fécula de batata)
1 gema
20ml de água

Molho agridoce:
60ml de catchup
60ml de vinagre de arroz
60ml de água
3 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de saquê
4 colheres (chá) de caldo de galinha em pó (torigará suupu no moto)
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (sopa) de katakuriko
1 colher (chá) de óleo de gergeli,
óleo suficiente para fritar carne e saltear os legumes

1. Afervente o broto de bambu, escorra e pique em cubos de 2cm. Corte a cebola, os pimentões em quadrados. Tire o talo do shiitake e corte em cruz. Descasque a cenoura, corte ao meio no sentido do comprimento e fatie na diagonal. Coloque numa panela com água e leve ao fogo só até ferver a água. Escorra e reserve.

2. Misture todos os ingredientes da molho e reserve.

3. Corte a carne de porco em cubos de 2cm e tempere com o saquê, sal e pimenta. Deixe tomando gosto por alguns minutos. Em seguida, junte os demais ingredientes da massinha e misture bem. Frite em óleo abundante no fogo baixo (160oC) até ficarem corados. Retire e reserve.

4. Dê uma salteada nos legumes numa frigideira bem quente com um pouco de óleo. Faça de 2 legumes por vez para não juntar água.

5. Volte todos os legumes e a carne na frigideira. Despeje o molho e misture bem até adquirir cremosidade. Desligue o fogo, coloque o óleo de gergelim e misture bem. Sirva em seguida.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Espaguete alho e óleo com komatsuná



Em casa, quando minha mãe preparava este macarrão, as únicas pessoas que ficavam felizes éramos eu e ela. O restante da família (os homens) comiam entre resmungos. Macarrão para eles tinha que ser com molho vermelho, senão não tinha graça! rss
É um prato tão rápido e saboroso e ainda dá para incrementar com verduras. Gosto muito de acrescentar folhas como horensô (espinafre japonês) ou komatsuná (mostarda japonesa). Particularmente gosto desta última, pelo leve sabor ardido que possui.

Espaguete alho e óleo com komatsuná

Para duas pessoas:

cerca de 250g de espaguete
água
sal

2 colheres (sopa) azeite extra virgem
3 a 5 dentes de alho picados
1 pimenta dedo-de-moça seca e sem sementes cortada em argolinhas
1 maço de komatsuná picado em nacos de 3cm
um pouco da água do cozimento do macarrão
sal e pimenta do reino

Coloque o espaguete para cozinhar al dente em água fervente e salgada.
Faltando uns 5 minutos para o macarrão ficar pronto (seguindo as instruções da embalagem que você estiver usando), coloque o azeite, alho e pimenta numa frigideira grande no fogo médio. Enquanto refoga, coloque os talos da mostarda no macarrão. Deixe cozinhar um ou dois minutos e junte as folhas. Deixe somente até mudar a coloração das folhas. Escorra e separe um pouco da água do cozimento.
Despeje o macarrão no refogado, junte um pouco da água e acerte o sal e a pimenta. Sirva em seguida.

domingo, outubro 01, 2006

Goya chips



Isto aqui estava muuuuuito bom! Para quem bebe é um ótimo aperitivo! A sugestão me foi passada pela acupunturista. Estou ganhando goya (nigauri) todas as vezes que vou lá. Recebi mais uma sacola no sábado e ela já avisou que é a última colheita do ano. É... acabou-se o verão, acabaram-se os nigauris.... é uma pena! Creio que nunca comemos tanto nigauris quanto este ano! São tão caros no mercado e este ano ganhamos muitos e todos recém-colhidos.
Estes chips são gostosos sozinhos, mas com tarê (molho) fica melhor ainda. Pode-se comê-los quentinhos ou mesmo frios.

Goya chips

goyas
katakuriko (fécula de batata)
sal
azeite

tarê:
2 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de vinagre de maçã
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de saquê
rayu (óleo de pimenta chinês)
óleo de gergelim
gergelim branco

Lave bem os goyas. Corte no sentido do comprimento e, com a ajuda de uma colher, tire as sementes e a parte branca que se assemelha a algodão.
Em seguida, corte em meia-luas de 1cm. Coloque tudo numa tigela e polvilhe um pouco de sal. Misture tudo com as mãos, tomando cuidado para não quebrá-los. Deixe de lado por alguns minutos.
Enquanto isso, prepare o tarê. Misture todos os ingredientes. O rayu coloque se quiser e na quantidade que preferir. Deite um fio de óleo de gergelim para perfumar e cerca de 1 colher de sopa de gergelim branco. Reserve.
Despeje os goyas num escorredor de macarrão e lave bem em água corrente. Espalhe as fatias sobre papel toalha e seque-os bem. Coloque o katakuriko numa outra tigela e despeje aí os goyas. Misture tudo com as mãos, envolvendo-os bem na fécula. Frite em azeite suficiente, como se fosse fazer batatas fritas. Não misture por algum tempo. Deixe eles corarem levemente para misturar. Quando as bolhas da fritura ficarem pequenas, retire-os e despeje num prato forrado com papel toalha.
Sirva com o tarê ou apenas polvilhado de sal. Kampai! (Saúde!)

quinta-feira, setembro 28, 2006

Tofu



Esta é a melhor maneira de saborear tofu, na minha opinião! Muito gengibre ralado, cebolinha picada, lascas de bonito seco e shoyu.
O tofu precisa ser do tipo extra soft (kinugoshi) e geladinha. Existe outro tipo, mais consistente (mômen) que é indicado para o preparo de pratos quentes como mabôdofu (tofu refogado com molho picante) ou misso shiru (caldo de missô).
Gengibre fresco ralado na hora, nada dessas bisnaguinhas de gengibre ralado, por favor, que não têm nenhum sabor!
Lascas de bonito: tem dos flocos miudinhos mas uso estas maiores que são bem mais saborosas!
Shoyu de boa marca, sempre! Tem quem ache que é tudo igual, mas em pratos onde você come o alimento cru, como este aqui, o sabor do shoyu é importantíssimo!
Por último, uma grande novidade para mim. Estávamos comendo filé de peixe e costumamos regar com suco de limão. Pois bem, deixei a minha fatia de limão repousando no pratinho de tofu e, surpresa! Ficou muito gostoso! Não diria para espremer o limão no tofu, mas umas lasquinhas sobre ele caem muito bem!

quarta-feira, setembro 13, 2006

Linguine com cogumelos à moda japonesa



Deliciosa receita do programa "Chubaw desuyo!". Neste programa, artistas convidados preparam um prato diferente todas as semanas. Gosto deste programa, pois além de você ver o prato ser preparado pelos artistas, eles mostram também como chefes de três restaurantes preparam o prato. Eles passam muitas dicas boas para o preparo doméstico.
Hoje em dia, aqui no Japão você encontra tudo quanto é prato japonês com ingredientes de outras cozinhas, ou mesmo ingredientes japoneses usados em culinárias de outros países. É o caso deste prato, o macarrão italiano com molho japonês. Talvez muitos achem a mistura estranha, assim como eu achei logo que cheguei por estas bandas. Mas, para quem gosta de temperos japoneses como shoyu ou nori, a combinação é muito boa! Agora que estamos entrando no outono, os cogumelos vão abundar nos mercados, escolha os que você mais gosta e combine com outros legumes da sua preferência. Do jeito que peguei a receita, preparei aqui e não tenho nenhuma correção a fazer.

Linguine com cogumelos à moda japonesa

Molho:
150g de shimeji
150g de maitake
100g de enoki
60g de yamabushitake
1/2 páprica vermelha (50g)
1 beringela japonesa

210g de espaguete com 1.6mm (eu usei linguine)
água para cozinhar o macarrão
sal

Finalização:
30cc de azeite de oliva
30cc de vinho branco
1 colher (sopa) de shoyu
10g de kombucha
30g de manteiga
um pouco do caldo do cozimento
sal se necessário
cebolinha picada
nori picado

Tire a "raiz" dos cogumelos e separe os ramos com as mãos. Tire o talo e corte o shitake em fatias.

Corte a beringela em 3 pedaços, fatie em palitos de 1cm e deixe de molho numa vasilha com água.

Corte a páprica em palitos de 5mm e dê uma leve aferventada. Escorra e reserve.

1. Coloque a água do cozimento para ferver. Junte o sal e o macarrão. Cozinhe por 8 minutos, ele ainda vai estar duro, antes do ponto al dente.

2. Enquanto isso, coloque o azeite para aquecer numa frigideira grande. Esquente bem e junte os cogumelos. Deixe que eles dêem uma murchada. Junte a páprica e a beringela levemente seca em papel toalha. Refogue um pouco.

3. Junte o vinho branco, baixe o fogo e misture bem para evaporar o álcool.

4. Acrescente o shoyu, kombucha e manteiga. Coloque um pouco do caldo do cozimento do macarrão.

5. Verifique o tempero e corrija com sal se necessário.

6. Coloque o macarrão cozido e escorrido e misture bem ao molho.

7. Quando der uma reduzida no molho, colocar no prato de servir. Espalhe a cebolinha e o nori picado por cima e sirva em seguida.

sábado, agosto 05, 2006

Um toque refrescante para o verão



Mais uma super dica da acupunturista, suco de shiso ou perilla. Nunca havia provado antes, simplesmente delicioso! Refrescante e ótimo para saúde. Para obter mais informações sobre essa planta, clique aqui (inglês) ou aqui(português).
Costumo comer o shiso verde, seja em tempuras ou junto com sashimi ou carne grelhada. Já o vermelho, achei que servisse apenas para colorir as conservas de ume. Que grande falta de informação, pois esta bebida é muito gostosa! Procurarei fazer sempre que for sua época de agora por diante. Adorei! Infelizmente o shiso vermelho é mais difícil de ser encontrado no mercado. São encontrados facilmente nas hortinhas caseiras dos velhinhos da região.
Fiquei tão encantada com esse suco que quis fazer o quanto antes. Deixei a vergonha de lado e com a maior cara-de-pau fui pedir umas folhas para uma senhora que cuidava de sua horta aqui perto! :P
Mas agora já encontrei um site que vende o shiso vermelho e já fiz minha encomendinha. Vai ter suco de shiso até o final do verão agora! Hummm!

Suco de shiso vermelho

100g de shiso vermelho
1/2 litro de água
suco de um limão
açúcar ou mel à gosto

Lave bem as folhas de shiso e deixe de molho por uns 10 minutos numa bacia com água. Troque a água umas 2 ou 3 vezes para tirar toda a areia.
Coloque as folhas numa panela junto com o meio litro de água e leve para o fogo. Quando ferver, deixe por mais 5 minutos. Tire com uma concha ou colher a espuma branca que for se formando na superfície.
Tire as folhas num escorredor. O líquido que for escorrendo coloque de volta na panela. Quando as folhas amornarem, esprema sobre a panela também. Quando o chá estiver morno, adoce à gosto. Misture bem. Você vai perceber que a infusão é de cor verde escura. É assim mesmo. A mágica se transforma quando é adicionado o suco de limão, o líquido vai adquirir essa cor vermelho-escarlate linda! Depois é só esperar esfriar e deixar na geladeira. Na hora de tomar, dilua com um pouco de água. Sirva com bastante gelo!

domingo, julho 30, 2006

Refogado de nigauri



Devido ao serviço, sofro de dores nos músculos dos ombros e pescoço. Praticamente fico olhando para baixo o dia todo e somente as mãos se movimentam. Tem horas que não sinto meu corpo de tão contraído que fica... ossos do ofício!
Por causa deste problema venho frequentando uma clínica de acupuntura faz alguns meses. A médica é muito gentil com suas agulhas, você quase não as sente. Saio de lá aliviada, leve e relaxada. Além disso, ela me dá muitas dicas de pratos japoneses. Esta é uma delas. O refogado não tem nada de diferente dos outros, mas quis colocar aqui para explicar como tirar um pouco do amargo do nigauri.
Nesta última vez, ela me deu alguns nigauris de sua horta. Nem preciso dizer que por terem sido colhidos no dia, seu sabor nem se compara com os comprados nos mercados. Quando você for comprá-los prefira os mais claros, são menos amargos e mais crocantes.

Refogado de nigauri

1 nigauri médio
3 fatias de bacon (usei presunto cru)
1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem
1 dente de alho picado
sal e pimenta do reino à gosto

Lave bem o nigauri e corte ao meio no sentido do comprimento. Com a ajuda de uma colher, tire as sementes e a parte branca que se parece com algodão. Corte em fatias nem finas nem muito grossas, cerca de 1/2cm. Coloque numa tigela e salpique cerca de 1 colher (chá) de sal. Misture com a mão e deixe por uns 5 a 10 minutos. Lave e deixe escorrendo. Coloque uns 600ml de água para ferver. Quando abrir fervura, jogue o nigauri e deixe por 5 segundos. Escorra e lave com bastante água fria. Deixe escorrendo.
Refogue o alho no azeite numa frigideira em fogo forte. Junte o bacon picadinho. Deixe fritando por alguns instantes. Junte o nigauri e tempere com sal e pimenta. Cuidado porque o bacon já é salgado. Mexa bem para envolver bem o nigauri com o azeite e tempero. Deixe refogando por 1 ou 2 minutos e coloque no prato de servir.


Nigauris que ganhei da acupunturista.

sexta-feira, julho 28, 2006

Makizushi



Nas minhas memórias, sushi sempre foi um prato de festa em casa. Lembro de minha avó preparando os ingredientes do recheio: cortando a cenoura, cozinhando o kampyô, fazendo a omelete doce, temperando o arroz e me pedindo para abanar enquanto ela misturava com cuidado para não quebrar o arroz e virar papa. O cheiro do vinagre de álcool era forte, daqueles odores que entram pelo nariz e parecem te sufocar, por vezes prendia a respiração nesta operação! rs
Depois ela passava as folhas de nori no fogo do fogão para que ficassem mais secas e saborosas. Era um processo rápido, vapt vupt senão as folhas poderiam pegar fogo. Também me preocupava se minha avó não iria queimar a mão fazendo isso, mas ela fazia numa calma impressionante, sabendo quanto tempo exato deixar no fogo.
Logo ela estava com sua esteirinha de madeira, preparando estes quitutes que todos saboreavam com enorme prazer, afinal eram poucas as ocasiões no ano que podíamos comer os "pneuzinhos", como chamávamos carinhosamente.
Foi só chegando aqui que descobri que sushi tem uma variedade enorme de formas e recheios, niguirizushi, makizushi, hosomaki, tirashizushi, uramaki... mas para mim, falar de sushi me traz imediatamente esta imagem, do arroz enrolado na alga, não tem jeito.
Minha avó preparava os recheios da maneira mais tradicional, com ingredientes clássicos da culinária japonesa. Já minha mãe prepara um sushi mais "moderninho"...rs Mais parece um sanduíche, mas adoro quando ela os prepara. Já faz um bom tempo que não como e estes dias me deu vontade de comer. E quando a vontade vem, preciso fazer! Resolvi arriscar a prepará-los, apesar de nunca ser bem sucedida, o recheio costuma sair em todos os lugares, menos no centro do rolinho!
Desta vez, até que eles não saíram mal de todo, só no finalzinho dos rolinhos eles ficaram meio bagunçados. O sabor também não estava ruim, mas creio que receitas como esta são daquelas que, por mais que você faça, por mais que existam milhões de receitas, vai sempre ficar aquele gosto das nossas lembranças de comida de avó, de mãe, que jamais será superado!

Makizushi

4 folhas de nori

2 copos de arroz japonês (copo medida de 180cc)
água suficiente para cozinhar o arroz

Tempero do arroz:
80ml de vinagre de arroz
1 colher (sopa) cheia de açúcar
1/2 colher (chá) de sal

Recheio:
1 cenoura média
1 pepino japonês
4 folhas de alface lisa
2 ovos
1 lata pequena de atum
2 colheres (sopa) de maionese
sal e pimenta à gosto

Misture todos os ingredientes do tempero do arroz e reserve.

Descasque a cenoura, corte ao meio no sentido do comprimento e depois em palitos grossos de mais ou menos 1 cm. Coloque numa panelinha e leve para cozinhar em água temperada com um pouco de shoyu, sal e açúcar. Deixe até ficar macia, mas não muito mole. Escorra e deixe esfriar.

Corte o pepino ao meio no sentido do comprimento e depois ao meio novamente.

Bata os ovos e tempere com um pouco de sal e açúcar. Faça uma omelete numa frigideira pequena, usando um pouco de óleo para untar. Procure não queimar a omelete preparando-a em fogo médio para baixo. Depois, corte em tiras de cerca de 1 cm.

Escorra o óleo do atum, despeje numa tigelinha e tempere com maionese, sal e pimenta.

Lava as folhas de alface e seque bem em papel toalha.

Cozinhe o arroz mas deixe-o levemente duro. Se você usar a panela própria para cozinhar arroz, coloque no modo "katame/sushi".
Depois de cozido, despeje numa bacia grande e larga, o ideal são vasilhas de madeira próprias para o preparo do arroz de sushi. Se tiver esta vasilha, umedeça previamente com água e despeje o arroz. Espalhe bem o arroz e despeje o tempero, espalhando também sobre todo o arroz. Se você tiver algum ajudante de cozinha, peça para que ele ou ela abane enquanto você mistura o arroz, envolvendo os grãos no tempero. Faça isso como se estivesse cortando o arroz. Se não tiver ajudante, simplesmente misture bem e cubra com um pano de prato úmido e deixe esfriar.

Abra a esteirinha de madeira (se não tiver, use um filme plástico ou folha de papel alumínio mesmo). Coloque uma folha de nori, com a parte brilhante voltada para baixo. Divida o arroz em quatro, peque 1/4 e coloque sobre o nori. Deixe preparada uma tigelinha com água perto e vá umedecendo a ponta dos dedos nela para espalhar o arroz sobre todo o nori, mas deixe livre, sem arroz, cerca de 2cm no canto de cima. Procure espalhar bem, não deixar lugares com muito arroz ou buracos. Coloque uma folha de alface sobre o arroz e vá colocando os demais recheios. Coloque-os bem no centro do quadrado de arroz, não vá tomar como ponto de referência o quadrado do nori! Agora vem a parte mais trabalhosa, o início do rolinho. Você precisa, com a ajuda da esteira de madeira, ir enrolando sem tirar o recheio do lugar, ao mesmo tempo em que vai levando a esteira para que esta não seja enrolada junto com o arroz. Vá com calma para que o recheio não acabe saindo para fora. Depois de enrolar o sushi, enrole com a esteira de madeira e faça uma pequena pressão em toda a volta para firmar o arroz. Pelos lados e com o dedo umedecido, aperte o arroz levemente para dentro do rolo. Desenrole a esteira, coloque numa tábua de cortar e, com uma boa faca umedecida, vá cortando o sushi. Primeiro corte ao meio, depois cada meio ao meio e por fim, cada 1/4 ao meio novamente. Na hora de cortar faça movimentos de ir e vir, não aperte. Procure limpar a faca a cada corte num papel toalha e umedecer novamente. Depois é só colocar num prato bonito e servir com conserva de gengibre.

quinta-feira, julho 20, 2006

Kabochá assada



Adoro kabochá feito dessa maneira, fica cremosa e sequinha ao mesmo tempo. Vi a maneira de prepará-la num programa diário de culinária da NHK. Já tem um tempinho que vi essa aula e não me lembro mais quem foi a culinarista, desculpem-me, mas é um ótimo acompanhamento para carnes em geral. A ídéia é simples mas muito saborosa!

Kabochá assada

Pré-aqueça o forno a 180oC. Forre uma assadeira com papel manteiga.

Lave meia abóbora kabochá, retire bem as sementes e fios. Corte em fatias de 1cm e depois em cubinhos. Aqueça um pouco de azeite de oliva extra virgem (1 ou 2 colheres de sopa) numa frigideira grande. Jogue os cubinhos de abóbora e misture para envolvê-los no azeite. Tempere com sal grosso e pimenta do reino moídos na hora. Pique um pouco de alecrim seco e despeje na frigideira também. Misture levemente.


Despeje os cubinhos de abóbora na assadeira, espalhando-os bem. Leve para assar por cerca de 20 minutos ou até que fiquem ligeiramente dourados. Sirva em seguida.

Carne de porco ao molho de gengibre (Butanikuno shooga yaki)



Este prato é um dos mais populares nos restaurantes daqui e esta receita é, sem dúvida, uma das melhores que já fiz até hoje. Surpreendeu-me o sabor, apesar de todos os ingredientes fortes (alho, gengibre, cebola). O segredo está na maçã ralada que vai junto com esses ingredientes, dando um equilíbrio perfeito.
Já fiquei a salivar ao ver o programa Chubow desuyo!. E os comentários do convidado do programa e dos apresentadores só me fizeram antecipar o quanto antes o preparo desta carne.
Do que foi mostrado no programa e ao fazer em casa, a única coisa que achei diferente foi a quantidade de saquê na hora de flambar os bifes. Ficou muito líquido na frigideira, esperei secar tudo antes de juntar o tarê (molho), mas creio que não influenciou no resultado final, pois a carne ficou bem macia e envolta no tempero.
Recomendo sem pestanejar esta receita! Sirva com uma boa salada, arroz branco e missô shiru!

Butanikuno shooga yaki

6 bistecas de porco sem osso ou bifes de lombo (4 a 5mm de espessura)
sal e pimenta do reino à gosto

Tarê:
30g de alho
30g de gengibre
100g de cebola
60g de maçã
200ml de saquê
80ml de mirin
100ml de koikuchi shoyu (shoyu tradicional, mais escuro)

Acabamento:
farinha de trigo para pão (creio que pode usar a farinha comum, mas peneire sobre os bifes para que não fique cheio de bolinhas)
45g de banha de porco
120ml de saquê
210ml de tarê
cebolinha branca e verde picadinha

Dê alguns talhos em volta dos bifes cortando os nervos, pois assim eles não se dobrarão ao serem fritos. Polvilhe levemente com sal e pimenta do reino nos dois lados e deixe alguns minutos.

Rale o alho, gengibre, cebola e maçã. Leve o saquê e o mirin ao fogo alto e deixe ferver para evaporar o álcool. Desligue o fogo, junte o shoyu e os temperos ralados. Leve ao fogo médio e deixe ferver. Retire a espuma branca que se formar na superfície. Reserve.

Enxugue com papel toalha os bifes. Coloque-os numa bandeja e polvilhe farinha de trigo nos dois lados. Tire o excesso de farinha.
Aqueça a banha numa frigideira grande em fogo bem forte. Coloque os bifes e deixe fritar até dourar. Vire os bifes, coloque em fogo médio e deixe alourar levemente. Retire o excesso de gordura da frigideira com papel toalha. Em fogo forte, junte o saquê e deixe evaporar o álcool (eu flambei, virando a frigideira de lado até o saquê entrar em contato com o fogo, mas tome cuidado ao fazer isso porque sai um fogo relativamente alto!). Coloque em fogo baixo, tampe e deixe abafado por 1 minuto. Tire a tampa, aumente a chama e espere secar todo o líquido. Quando a carne estiver chiando sobre a gordura novamente, despeje o tarê e deixe aferventar. Coloque numa travessa e cubra com o tarê. Enfeite com as cebolinhas e sirva.

sexta-feira, julho 14, 2006

Sunomono



Com esse calor, dá vontade de comer e beber só coisas geladas. Acho essa salada muito boa para esses dias quentes. Peguei a receita do Kafka na Praia e é simplesmente ótima, super leve e gostosa! O balanço de açúcar e vinagre está na proporção perfeita. Única ressalva foi quanto ao hondashi, acho que o daqui é mais forte e o cheiro também ficou bem pronunciado. Sugiro colocar um pouco menos se você usar o hondashi daqui, talvez 1/2 colher de chá seja suficiente. Abaixo coloco a receita original.

Sunomono

2 pepinos tipo japonês cortados em rodelas bem fininhas
3g de wakame (alga marinha) cortado em tiras de 3cm
um pouco de harussame (preparado como indica a embalagem)
2 colheres de café de sal
3 colheres de sopa de açúcar
1 pitada de glutamato monossódico
6 colheres de sopa de vinagre branco
1/2 pacote de kani-kama (125g)
2 colheres de chá de hondashi (tempero à base de peixe)
algumas gotas de óleo de gergelim


Preparo


Misture os pepinos já cortados com 1 colher de café de sal. Deixe descansar por 15 minutos.
Deixe o wakame de molho na água até hidratar e dobrar de volume. Feito isso, escorra a água, esprema-os e reserve-os.
Desfie o kani-kama e reserve também.
Prepare o tempero misturando o sal, açúcar, glutamato, vinagre e hondashi até que esteja tudo bem diluído.
Esprema os pepinos para retirar o excesso de água.
Misture todos o ingredientes e sirva a seguir, ou gelado.

quinta-feira, julho 13, 2006

Frango à passarinho - kara aguê



Sei que algumas amigas minhas aqui vão torcer um pouco o nariz para esse prato nada light...rs Eu sei, eu sei, é frito e ainda por cima tem pelinha de frango! Ai ai ai, nada bom para o colesterol, mas é tão bão!
Novamente o maridão entrou em ação e temperou essas asinhas de frango. Enquanto nos deliciávamos com elas, comentei com ele que iria colocar no blog. Aí brinquei com ele, "o pessoal vai achar que você só sabe fazer frango!" rsss
Acho que já deu para perceber como ele gosta desta carne, não? O Luiz colocou suco de limão, sal, pimenta do reino branca, glutamato monossódico e orégano para temperar. Misture bem e deixe tomando gosto por uns 30 minutos no mínimo. Depois passe no pó de tempurá, isso mesmo, pó de tempurá! A dica foi minha mãe quem deu, a casquinha fica sequinha e bem crocante! Antes costumava passar os frangos no katakuriko (polvilho de batata), mas sujava bastante o óleo e não ficava tão sequinho assim. Mamãe sabe tudo mesmo! Abaixo coloco o pó que usei, mas existem outras marcas no mercado. É um super quebra galho se você não acerta no ponto do tempurá. É só misturar água na proporção pedida, passar os alimentos e fritar. Nem é preciso colocar muita gordura com essa massa. Testado e aprovado!

sexta-feira, julho 07, 2006

Edamame



Chega o verão e o petisco mais pedido para acompanhar uma boa cerveja gelada é edamame cozido. Impossível de comer um só. Espreme aqui, espreme ali e nhac nhac sem parar. Hummmm!
O edamame é a soja verde e pode ser encontrada nos mercados com as favas nos galhos, só as favas e também já pré-cozidas.
Apesar de serem apenas cozidas em sal, tem um truquezinho para deixá-los dignos de nomiyas ou izakayas (bares ou petiscarias). Depois de lavar as favas em bastante água, polvilhe sal e com as mãos, vá "amassando" as favas, mas não com muita força, é claro, a não ser que você queira pamonhas de soja! Fazendo isso, você estará tirando os pelinhos inconvenientes e tirando alguma sujeirinha que tenha sobrado. Além disso o sal já vai penetrando na fava. Calcule para 400g de fava, 2 colheres de sopa de sal. Despeje as favas com sal e tudo em panela com água fervente abundante. Conte 5 minutos depois que voltar a ferver. Escorra e espere amornar ou esfriar completamente. Depois é só atacar!!!!

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